quarta-feira, 5 de março de 2008

Graça

Um rápido olhar pelo nosso quotidiano sócio-cultural é capaz de nos revelar alguns dos movimentos sociais que permeiam a contemporaneidade, dos mais variados tipos, classes, cores e interesses, que ao seu modo, representam as suas intenções e propósitos.

Há Organizações não Governamentais – ONG’s - que lutam pelos mais diversos segmentos sociais, transitando desde causa ecológica, passando pela defesa das minorias (índios, homossexuais, portadores de moléstias graves, etc), até aqueles que lutam pela reforma agrária e uma distribuição mais justa das riquezas globalmente produzidas.

Dentro desta miscelânea de anseios e grupos sociais, insere-se, indubitavelmente o Cristianismo e os seus mais diversos seguidores, especificamente, no Brasil, as denominações protestantes. Em sua base doutrinária está a “graça”.

Mas, afinal, o que é “Graça”?

Etimologicamente, “Graça”, é uma palavra oriunda da raiz grega “Charis”, que significa “um ato de bondade imerecido”.

A salvação, por exemplo, é um dom gratuito que recebemos de Deus sem que tenhamos merecimento próprio. É “Graça”. Foi o favor recebido pelos Hebreus ontem, é o mesmo favor que recebemos de Deus hoje.

Em nossos dias, observando a realidade das Igrejas genericamente denominadas evangélicas, um questionamento deve ser feito: Quantos servos de Deus há querendo anular a sua graça, desejando agradá-lo, confiados em sua justiça pessoal?

Ou, quantos costumes litúrgicos, sociais e comportamentais infirmam a essência do Evangelho de Cristo?

Diante dessas circunstâncias, propomo-nos a debater, neste espaço democrático, as razões da fé que praticamos, numa tentativa de compartilhar com os nossos leitores, os nossos desejos, constatações e esperanças!

A Igreja do Senhor sobrevive! Ainda há uma vereda verdadeira, que nos libertará do farisaísmo contemporâneo e nos guiará de volta ao evangelho genuíno.

Por esse motivo, há uma extrema necessidade de repudiarmos qualquer elemento estranho utilizado nos cultos pelo Brasil e no mundo!

Basta de sal, óleos da terra santa e santos dos mais variados matizes, sessões de descarrego, “shows” da fé, puritanismo anacrônico e determinações exacerbadas da vontade de Deus, arvorando-se alguns ministros em verdadeiros oráculos do Senhor, eliminando a percepção da “Graça” em nossas igrejas e comunidades cristãs.

Nos próximos textos, teceremos algumas considerações acerca da doutrina protestante da “Graça” e suas implicações atuais. Até lá!


“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

João 8.32


Jáder

2 comentários:

Thomas Herbert disse...

Amigo Jáder,
Fiquei muito feliz por sua mensagem de Fé e Verdade. É isso aí - mais do que palavras, um sentimento: Amor.
De um cristão(embora espírita) e seu amigo.

Thomas

andre_jusfilosofo.zip.net disse...

Amigo Jader, pensei que conhecia muito da Graça de Deus, e percebi que nada conheço esses dias. Primeiro, pela morte de meu pai, que me trouxe grande tristeza, mas que me fez entender que a única coisa que restou para nós era saber que o cristão tem uma unica certeza da ressurreição do espírito para estar no paraíso com o Cristo Jesus (Amém, que Deus confirme essa vitória do meu pai). Segundo, ao ler o livro de Philip Yancey - Maravilhosa Graça; percei que não compreendemos nem um décimo da Graça de Deus, pois como dizia o profeta Isaias: "Pois os meus pensamentos não sao os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos". E eu, pobre pecador (lavado e remido no sangue do cordeiro), sem palavras para dizer o que é a Graça de Deus, prossigo para o alvo.... Cristo Jesus. Então prossigamos para o Alvo!!! Abraço carinhoso, e parabens pelo espaço de fé!