segunda-feira, 31 de março de 2008

Identidade da Igreja Cristã Reformada

É Andinho, precisamos resgatar a identidade da Igreja Cristã Primitiva, conforme aprendemos lendo o livro de Atos.
Através dos tempos, contudo, os seguidores do Mestre foram se desviando dos seus ensinos, reinterpretando a Bíblia e inovando em práticas devocionais e congregacionais.
Louvo ao Senhor Jesus pelos Reformadores dos séculos XV e XVI. Agradeço-lhe por suscitar homens como Lutero, Calvino, Knox e tantos outros que reafirmaram a suficiência da fé, das escrituras sagradas, da graça, do sacrifício de Cristo e de conferir Glória só a Ele.
Eis um bom começo, pautar a vida dos crentes e da Igreja nestas verdades universais, absolutas e inegociáveis!

domingo, 30 de março de 2008

Igreja sem identidade

Vivemos uma época em que o homem está desacreditado. Um dia a humanidade achou que a solução dos seus problemas estava na religião. Depois que percebeu que a religiosidade pouco colaborava para o seu progresso (na verdade, mais atrapalhou), o homem passou a ver na ciência a resposta para suas indagações. Também se frustrou ao perceber a precariedade das afirmações científicas, bem como a impotência delas diante das mazelas humanas.

Hoje o homem não consegue mais confiar em nada. Daí seu medo em se posicionar diante dos problemas existenciais. Como resultado disso, consagrou-se a idéia de que todas as formas de crer são válidas. E por acreditar em tudo, acaba-se por não acreditar em nada.

A igreja tem sofrido com isso também, pois muitos cristãos estão perdendo a coragem de levar sua fé às últimas conseqüências. Estão todos ficando no meio-termo. E isto não é bom.

A igreja não pode relativizar sua mensagem com fito de agradar a mais pessoas. Também não pode relativizar a ética cristã, a fim de se tornar mais agradável aos olhos do mundo.

O Mestre falou que não gosta de gente morna, que não é nem fria nem quente. A igreja hoje está assim: morna. Um pouco de Deus, um pouco do mundo. Um pouco de verdade, um pouco de relatividade.

Anderson

sábado, 29 de março de 2008

Faça diferença

Nota enviada pelo grupo MK à imprensa:

"A cantora Cassiane surpreendeu a Gravadora MK e o mercado fonográfico procurando a justiça para rescindir o contrato de cessão remunerada sobre interpretações artísticas que mantém com a mesma.

Antes da decisão oficial da justiça, Cassiane lançou o CD “Faça Diferença”, em dezembro de 2007, em desrespeito ao contrato legal e vigente com sua gravadora.

Valendo-se de seu direito, a MK procurou a justiça para ressalvar seus direitos, o que conseguiu através de liminar exarada pelo Sr. Dr. Juiz de Direito Guilherme Pedrosa Lopes, da 1ª Vara Cível da Ilha do Governador, que ordenou a imediata retirada do mercado do CD “Faça Diferença”, sob pena de multa diária de R$ 5,00 (cinco reais) por CD encontrado no mercado.

Ocorre que a artista Cassiane resolveu recorrer da decisão, mas no dia 18 de março de 2008, a 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, manteve a decisão do Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca Regional da Ilha do Governador.

Dessa forma, o Grupo MK assegura a seus clientes, colaboradores e ao público em geral que continuará a buscar, junto à justiça, a proteção aos seus direitos contratuais, na espera de que prevaleça sempre, a verdade dos fatos."

Bonito, hein?

Anderson

O mito do super-crente - Continuação

Fato público e notório é que quotidianamente transgredimos os mandamentos do Senhor. Pecamos e tornamos a pecar em vários aspectos de nossa vida.
Assim, por exemplo, quando não gostamos do pastor ou discordamos de suas idéias resolvemos simplesmente não ir à Igreja em vez de orar por ele.
Ou, por outro lado, pode acontecer que quando vamos prestar culto ao Senhor sentimos a necessidade de ouvir grandes pregadores, sermões diferentes, quiçá inovadores... e terminamos por esquecer que nós constituímos o templo do Espírito Santo de Deus e que Ele requer de nós uma adoração genuína, em espírito e em verdade.
Em outros dias, sentimos inveja de alguém e passamos a reparar em sua vida, achar que tudo dá certo na vida dele e na nossa tudo dá errado.
Nestes momentos, lembro-me da fábula da cobra e do vaga-lume.
Conta-nos essa estória que na beira de um rio viviam uma cobra e um vaga-lume e este não entendia porque a cobra vivia tentando devorá-lo e um dia resolveu perguntar:
- Dona Cobra, porque você vive desejando me matar se sou tão pequeno e insignificante?
A cobra, meio desconfiada com a inesperada pergunta, retrucou:
- É que eu detesto ver você brilhar....
Ora, Jesus afirma em João 13.34-35, “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Jáder

sexta-feira, 28 de março de 2008

Aprovado: Desafiando Gigantes

Admito que não é tarefa muito fácil encontrar um filme evangélico de qualidade, mas há algum tempo assisti a um que, além da mensagem cristã consistente, possui uma qualidade técnica que não perde em nada para muitos filmes seculares.
Estou falando de Desafiando Gigantes (Facing the Giants), que traz uma belíssima história de superação e perseverança.
Realmente é um filme para ser assistido com a família, com os amigos e também na igreja.

Anderson

quinta-feira, 27 de março de 2008

SexxxChurch.com: Um site cristão porno

O sexo na igreja é um tema ainda bastante delicado. Uma demonstração disso é a repercussão do texto de Caio Fábio, "Crente de gravata, use camisinha!", também veiculado aqui no Sola Gratia.
Há algum tempo, li em algum lugar (não me pergunte onde), que cerca de 50% dos casais de namorados cristãos mantém relações sexuais. Sem entrar no mérito da confiabilidade da pesquisa, o número, apesar de alarmante, não é de se duvidar. E olhe que provavelmente não incluíram na pesquisa o índice de mentirosos...
Não sei o que passou por sua cabeça ao ler o título deste post, mas recomendo que você faça uma visita ao SexxChurch. Traz um conteúdo excelente e possui uma qualidade que aprecio muito: enfrenta os assuntos com coragem e coerência.

Anderson


quarta-feira, 26 de março de 2008

O mito do super-crente

Muitos cristãos já experimentaram dois sentimentos muito distintos, porém que andam sempre juntos: fama e queda.
Olhando para os exemplos bíblicos, pode-se citar a história de Salomão. Este filho de Davi foi o responsável pela construção do templo mais belo de toda a antiguidade e foi, também, o homem mais sábio que já pisou à superfície da terra.
Entretanto, após a sua morte e em decorrência de seus pecados, o reino de Israel foi dividido, conquistado e o povo derrotado. O templo, antes belíssimo, não passava de uma lembrança nas mentes dos que sobreviveram aos massacres.
Assim como Salomão, a queda de vários crentes decorre de uma vida pautada no “euvangelho”, isto é, no evangelho segundo o que eu acho certo, o evangelho do egoísmo.
No verso 7, capítulo 9 do livro de Daniel, constata-se por meio da oração do profeta que “ao Senhor pertence a justiça, mas a nós o corar de vergonha, por causa das transgressões que cometemos contra ti”.

Continua...

Jáder

segunda-feira, 24 de março de 2008

É mistério, irmão!


Eu li "emagrecimento instantâneo"? Conheço umas pessoas que vão gostar muito de saber disso...

Anderson

domingo, 23 de março de 2008

Ressureto

Sei que os posts por aqui andam bem grandes e que nem todos tem tempo pra ler textos tão longos, mas não posso deixar de aproveitar o ensejo da páscoa para apresentar esse belíssimo artigo do pastor Craig Harris, que foi traduzido por meu amigo Edgard, do Caxassa Filosofal.

"Hoje é Domingo de Páscoa, o dia em que nós, Cristãos, celebramos a morte, enterro e Ressurreição de Jesus.

Mas ele realmente ressuscitou? Se não, Ele era um mentiroso - ou um louco. Se ele não se reergueu, então nossa fé é inútil e não há vida após a morte. Toda a Bíblia é uma farsa, de fato, se Jesus não ressuscitou.

Então, há alguma evidência real de que a ressurreição do Cristo efetivamente aconteceu, ou ela é só um mito? Pois eu gostaria de compartilhar com vocês algumas evidências sólidas de que a ressurreição realmente aconteceu:

1. Primeiro, a confiabilidade das Escrituras. Você sabia que existem mais de 25.000 manuscritos do Novo Testamento Grego? É muita coisa. Alguns manuscritos datam de 100 anos dos escritos originais, e todos concordam entre si (sim, com algumas diferenças menores, mas há tantas cópias deles disponíveis que podemos olhar para elas e ter uma imagem bem acurada do que os Evangelistas disseram). Isso significa que a Bíblia é extremamente confiável como documento histórico.

2. Segundo, temos escritos de historiadores fora da Bíblia que corroboram as histórias dentro dela. Esses historiadores, como Plínio, o Moço, Ptolemy, Tácitus e Flávius Josefus não somente mencionam reis, governadores, datas e locais citados na Bíblia como também mencionam os Apóstolos e o Próprio Jesus;

3. Terceiro, a tumba vazia. Todos os evangelistas mencionam que a tumba estava vazia na manhã do Domingo de Páscoa. Se havia um corpo lá, então os Romanos e líderes Judeus simplesmente poderiam exibi-lo, o que teria acabado com o Cristianismo naquele exato momento. Se lembrem, a tumba estava bem guardada. Ademais, segundo a Bíblia mulheres viram a tumba vazia primeiro, o que jamais ocorreria na ficção judaica da época. Então, deve ser verdade.

4. Paulo escreve na 1ª Carta aos Coríntios que 500 pessoas viram Jesus após a ressurreição. Paulo escreveu isso 20 anos após a a ressurreição, e pontua que a maioria estava ainda viva e podia checar o que disseram. Ninguém disputa a validade e historicidade de Paulo ou da 1ª Carta aos Coríntios, e 500 pessoas não têm a mesma alucinação;

5.Por que os primeiros Cristãos celebraram a Comunhão e o Batismo se Jesus permaneceu morto? A história mostra que os Cristãos começaram a celebrar a última Ceia em 20 anos após a ressurreição. A Comunhão celebra o sacrifício vicário de Jesus celebrando o sangue que Ele derramou e como o Seu corpo foi quebrado. Por que eles fariam isso se a morte de Jesus não tivesse sentido? Seria como um Fã Clube de John F. Kennedy celebrando sua morte ao invés de sua morte e legado. Ademais, os primeiros cristãos mudaram o sentido do batismo do ritual judaico de purificação para o significado de Romanos 6:4;

6. Por que os discípulos morreriam por uma mentira? Vemos nos evangelhos que eles eram, basicamente, covardes. Por que esses medrosos de repente se tornaram leões da fé? Sim, pessoas morrem por aquilo que acreditam ser verdade, mas pessoas não morrem por aquilo que sabem que NÃO é verdade. E a história mostra que todos os Apóstolos morreram por sua fé, exceto João.

7.A emergência e o crescimento da Igreja. A Igreja começou como um pequeno grupelho composto de pessoas pobres que eram mortas e perseguidas por suas crenças. Em 200 anos, conquistaram Roma. Chamamos nossos cães de Nero e César e nossos filhos de João e Paulo. Milhares de Igrejas e vidas mudadas permanecem como um testamento da Ressurreição;

8.A conversão dos céticos. Inúmeros descrentes, inclusive os próprios irmãos de Jesus, Paulo e ateus puseram sua fé em Jesus após vê-Lo vivo ou examinar as evidências;

Finalmente, os encontros que ainda hoje ocorrem com Jesus. Milhões ao longo da História tiveram uma história de conversão. Sabemos que Jesus está vivo por que O sentimos, conhecemos e experimentamos.

Essas são as boas notícias: Deus veio a Terra, nos redimiu e pode ser sentido por nós. Neste domingo de Páscoa, se lembre, nós não celebramos a boa vida de um homem morto, nós celebramos a Ressurreição do Salvador que nos fez, nos ama e quer nos conhecer. Feliz páscoa, da minha Família para a sua."

Anderson

quinta-feira, 20 de março de 2008

O Cativeiro Babilônico

O protagonista do livro de Daniel é o próprio profeta, um dos muitos jovens judeus levados à Babilônia por ordem expressa de Nabucodonosor, com o objetivo de servirem em sua corte como seus mordomos (Dn. 1.1-8).

Para este fim, Daniel e seus amigos Hananias, Misael e Azarias, mais conhecidos pelos nomes babilônicos “Sadraque”, “Mesaque” e “Abede-nego”, deveriam receber uma educação especial, através do aprendizado da língua, literatura e culinária dos Caldeus.

Com o passar do tempo, esses jovens logo se destacaram por sua acurada sabedoria e pela firmeza de suas convicções religiosas, exemplificada na negativa em se contaminar com as finas iguarias do Rei. Conseqüentemente, a recompensa que receberam do Senhor foi uma aparência física sobremaneira excelente, superior à dos outros.

Essa estrita fidelidade aos seus princípios de Fé os levou, contudo, a enfrentar situações extremamente adversas, a exemplo da fornalha de fogo e da cova dos leões. No entanto, em todos esses episódios eles foram livrados pela mão poderosa do Senhor.

O exílio dos hebreus terminou, mas o povo de Deus continua expatriado. Hoje, nós vivemos, também, numa espécie de exílio, em meio a uma sociedade pagã, corrompida, hedonista, consumista, imediatista. Por isso, hoje, como anteriormente somos exortados pelo Senhor a não nos deixar contaminar pelas “finas iguarias do mundo contemporâneo”.

No entanto, diferentemente do cativeiro babilônico, gozamos hoje de uma grande extensão de liberdade religiosa e de uma herança cultural que em maior ou menor grau foi calcada sobre a fé cristã. Infelizmente, essa cultura tem-se tornado cada vez mais hostil ao cristianismo bíblico e a nossa fé tem sido paulatinamente considerada irrelevante para a sociedade moderna.

A nossa era tem sido descrita como “pós-cristã”, na qual as igrejas se assemelham aos museus e a fé bíblica considerada um anacronismo.

A Babilônia cultural hodierna é identificada e descrita pelos cristãos evangélicos como a visão de mundo adotada pelo humanismo secular.

Protágoras é apontado como fundador inicial dessa filosofia. Seu mote “homo mensura” define a essência do humanismo. Quer dizer que o homem é a medida de todas as coisas e a humanidade representa o fastígio dos seres viventes.

Contudo, antes de Protágoras, lá no Jardim do Éden, as raízes do humanismo já haviam sido fincadas. A ironia é que ela foi apresentada não por um homem, mas por uma serpente. Seu mote não era “homo mensura”, mas “sicut erat dei”.

Essa frase em latim traduz a promessa sedutora de Satanás para nossos antepassados: “e sereis como Deus” (Gn.3.5).

Reflita: Talvez a maior ameaça de Israel não tenha sido a força militar das nações hostis e estrangeiras, mas a dupla ameaça do falso profeta dentro de seus portões e a constante tentação ao sincretismo. Os dois andam juntos. O falso profeta obscurece a antítese entre os caminhos de Deus e as práticas do paganismo (R. C. Sproul).

Continua...

Jáder

O tempo de cantar chegou?

Se você é daqueles que acham que a igreja evangélica brasileira "vai muito bem, obrigado", não deixe de conferir este vídeo do Caio Fábio. Mas vou avisando, se é a primeira vez que você o assiste, sugiro que o faça sentado, pra não cair pra trás...


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Anderson

segunda-feira, 17 de março de 2008

Tocou-me

"Durante cinco anos ninguém me tocou. Nem uma pessoa. Nem minha esposa. Nem meus filhos. Nenhum de meus amigos. Ninguém me tocou. Eles apenas me viam. Falavam comigo. Eu podia sentir amor na voz dessas pessoas quando se dirigiam a mim. Podia ver a preocupação expressa em seus olhos. Porém, eu não podia sentir o toque delas. Nenhuma vez sequer.

Eu era intocável. Era um leproso. E ninguém me tocava. Somente até o dia de hoje.

Oh, que repulsa eu causava naqueles que me viam. Cinco anos de lepra deixaram minhas mãos torcidas. Já não tinha mais algumas das pontas de meus dedos, bem como porções de uma das orelhas e de meu nariz. Alguns pais, quando me viam, agarravam seus filhos. Mães cobriam as faces deles. Crianças apontavam para mim com olhos arregalados.

Algumas pessoas pensavam que eu havia pecado. Outras que meus pais haviam pecado. Não sei.

Hoje resolvi dar um passo arriscado. Mas o que eu tinha a perder? Ele chama-se a si mesmo de Filho de Deus. Ele ouvirá a minha queixa e me matará, ou aceitará a minha súplica e me curará. Estes eram os meus pensamentos. Aproximei-me dEle de um jeito desafiador. Não movido por fé, mas por uma ira desesperadora. Deus havia permitido que uma calamidade alcançasse o meu corpo, e Ele era capaz tanto de curá-la como de acabar com ele.

Então eu o vi, e quando o vi fui transformado. Antes que ele falasse, percebi que se importava comigo. De alguma maneira percebi que odiava esta doença tanto quanto eu. Minha raiva foi transformada em confiança, e a minha ira tornou-se esperança.

'Mestre!'

Ele parou e olhou em minha direção, como também dezenas de outras pessoas. Senti como se uma torrente de medo corresse pela multidão. Braços se agitavam em frente a rostos assustados. Crianças escondiam-se rapidamente por detrás dos pais. 'Imundo!', alguém gritou. Todos deram um passo pra trás, exceto Ele. Ele deu um passo em minha direção. Em minha direção.

Eu não me movi. Apenas disse: 'Senhor, se quiseres podes tornar-me limpo'. Se ele tivesse me curado com uma palavra, eu teria me emocionado. Se Ele tivesse me curado através de uma oração, teria me alegrado. Mas ele não ficou satisfeito por apenas falar comigo. Ele se aproximou, e me tocou. Há cinco anos minha esposa me tocou. Ninguém mais me tocara desde então.

'Quero'. Suas palavras foram tão amorosas quanto o seu toque. 'Sê limpo!' Ele colocou as mãos sobre a minha face e trouxe-me para tão perto de si que eu podia sentir o calor de sua respiração e ver seus olhos úmidos.

Nunca me esquecerei daquEle que ousou tocar-me."

Adaptado de "Simplesmente como Jesus", de Max Lucado


Anderson

domingo, 16 de março de 2008

Fogo puro

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Quando assisto a este vídeo, não sei se choro ou se dou risada. Pelo menos ele serve pra nos levar a duas reflexões: a primeira é sobre a situação da música evangélica brasileira e a segunda é sobre o que a igreja brasileira realmente está buscando.

sábado, 15 de março de 2008

A ira de Jonas

“Mas desgostou-se Jonas extremamente, e ficou irado”. Jonas 4: 1


A história do Profeta Jonas é uma das mais conhecidas da bíblia, sempre que ouço uma pregação acerca desse livro, sempre está voltada para a primeira parte do seu relato, quando Jonas tenta fugir da vontade de Deus.

Jonas em sua tentativa frustrada de fuga, compreende que é melhor obedecer a vontade do Senhor do que receber os seus juízos, evento esse que curiosamente ocorre dentro da barriga de um “grande peixe”.

Realmente é uma bela história, que ainda se mostra frutífera para ensinar vários cristãos ainda hoje. Entretanto eu quero me deter na parte final do texto do livro do profeta, onde são esclarecidos vários pontos importantes desse relato bíblico.

No ultimo capítulo do seu relato, ficamos sabendo o motivo real de Jonas tentar fugir da presença do Senhor. Poderíamos pensar que foi o medo de ser morto pelos ninivitas, ou a dificuldade da viagem, na época seriam inúmeros os motivos que levariam uma pessoa a tentar desobedecer a vontade de Deus.

Contudo o próprio profeta nos revela o motivo de ter se recusado a fazer aquela viagem, essa chave encontramos em Jonas 4:2 “... Por isso é que me apressei a fugir para Társis. Eu sabia que és Deus clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em amor, e que te arrependes do mal”.

Para entender esse trecho, é preciso dar uma conferida no capítulo 3 do livro de Jonas, onde Jonas chega em Nínive, e o povo se arrepende de seus maus caminhos se colocando em súplica ao Senhor, pedindo perdão dos seu pecados, Deus então cancela o juízo que tinha sobre eles e os perdoa, assim como faz através da graça salvadora em Jesus.

Entretanto, uma pessoa não fica nada satisfeita com esse resultado: o próprio Jonas, que justifica sua tentativa de fuga com a bondade de Deus para com os pecadores, ele gostaria de ter sentado em um “camarote” e ter visto a destruição daquele povo, sem nenhum remoço, por se achar superior a eles simplesmente sendo Judeu.

Nos versículos finais do livro de Jonas Deus nos ensina uma importante lição, a compaixão, mostra mais uma vez que ele não faz distinção de pessoas, apenas requer de nos a busca pelo arrependimento.

Quantas vezes na igreja encontramos pessoas com as mesmas atitudes de Jonas, não se conformam com a graça de Deus, e a sua bondade para com o pecador que se arrepende. Jonas aprende que a compaixão faz parte do caráter de Deus, e que deve fazer parte do nosso caráter também.

Na minha opinião essa é a maior lição que temos a aprender com Jonas.

Denisson

quinta-feira, 13 de março de 2008

Entre a essência e a aparência (ou entre o “ser” e o “parecer”)

“Quem vê cara não vê o que só Deus pode ver”

Banda Resgate

Acho que muitas pessoas já passaram pela experiência de conhecer alguém muito “espiritual”, daquele tipo de crente que te faz sentir o maior pecador. Não raro, algum dia acontece alguma coisa que traz à tona vários pecados horríveis daquela pessoa, outrora escondidos numa capa de falsa santidade.

Não é difícil constatar que a religião quase sempre anda de mãos dadas com a hipocrisia. É inegável também que esta verdade aplica-se ao meio cristão. Mas o que leva as pessoas a permitirem um distanciamento tão grande entre a mensagem pregada e aquela vivida? E mais, por que tanto esforço em parecer aquilo que não é?

Este problema deve ter várias causas. Uma destas deve ser que muitos cristãos acreditam realmente que são tão santos. Trata-se de uma falha na percepção da realidade. É falta de franqueza para enxergar os próprios erros e muitas vezes facilidade para ver os dos outros. A estes o Mestre diz: “Tirai primeiro a trave do teu olho...”.

Talvez o equívoco com que muitos compreendem a idéia de que o crente deve “dar testemunho” tenha algo a ver com o problema também. É que, para alguns, dar este “testemunho” significa, muitas vezes, permitir que as pessoas não-cristãs vejam em você algo que não é lá muito verdadeiro.

Mas, pense bem: será que Deus deseja que você viva se esforçando para parecer o que não é? Será que as pessoas do mundo devem achar realmente que a igreja é uma comunidade perfeita (isto já acho bastante improvável, pois os apóstolos e bispos renascidos e universais não permitem que ninguém seja enganado nesse ponto...)? O objetivo do “dar testemunho” é ganhar pessoas para Cristo. Mas o que acontece quando as máscaras caem?

Este tema específico do “testemunho cristão” sempre me chamou a atenção, e provavelmente, no futuro tornaremos a ele no blog.

Mas o que importa é que Jesus sempre condenou com veemência a hipocrisia dos fariseus. Ao mesmo tempo, elogiou atitudes simples e sinceras, como a da viúva pobre. Não se esquecer também que Mestre ensinou que aquele que faz as coisas diante dos homens já recebeu sua recompensa. Vamos, portanto, nos esforçar pra viver o evangelho da sinceridade e da simplicidade de Cristo!


Anderson

terça-feira, 11 de março de 2008

Continuação: Apascentando ovelhas ou entretendo bodes?

Texto: Charles Haddon Spurgeon

Tradução: Walter Andrade Campelo

"Se Cristo introduzisse mais brilho e elementos agradáveis em Sua missão, ele teria sido mais popular quando O abandonaram por causa da natureza inquiridora de Seus ensinos. Eu não O ouvi dizer: "Corra atrás destas pessoas, Pedro, e diga-lhes que nós teremos um estilo diferente de culto amanhã, um pouco mais curto e atraente, com pouca pregação. Nós teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que certamente se agradarão. Seja rápido Pedro, nós devemos ganhar estas pessoas de qualquer forma." Jesus se compadeceu dos pecadores, suspirou e chorou por eles, mas nunca procurou entretê-los.

Em vão serão examinadas as Epístolas para se encontrar qualquer traço deste evangelho de entretenimento! A mensagem delas é: "Saia, afaste-se, mantenha-se afastado!" É patente a ausência de qualquer coisa que se aproxime de uma brincadeira. Eles tinham ilimitada confiança no evangelho e não empregavam outra arma.

Após Pedro e João terem sido presos por pregar o evangelho, a Igreja teve uma reunião de oração, mas eles não oraram: "Senhor conceda aos teus servos que através de um uso inteligente e perspicaz de inocente recreação possamos mostrar a estas pessoas quão felizes nós somos." Se não cessaram de pregar a Cristo, não tiveram tempo para arranjar entretenimentos. Dispersos pela perseguição, foram por todos lugares pregando o evangelho. Eles colocaram o mundo de cabeça para baixo (Atos 17:6). Esta é a única diferença! Senhor, limpe a Igreja de toda podridão e refugo que o diabo lhe tem imposto, e traga-nos de volta aos métodos apostólicos.

Finalmente, a missão de entretenimento falha em realizar os fins desejados. Ela produz destruição entre os novos convertidos. Permita que os negligentes e escarnecedores, que agradecem a Deus pela Igreja os terem encontrado no meio do caminho, falem e testifiquem. Permita que os oprimidos que encontraram paz através de um concerto musical não silenciem! Permita que o bêbado para quem o entretenimento dramático foi um elo no processo de conversão, se levante! Ninguém irá responder. A missão de entretenimento não produz convertidos. A necessidade imediata para o ministério dos dias de hoje é crer na sabedoria combinada à verdadeira espiritualidade, uma brotando da outra como os frutos da raiz. A necessidade é de doutrina bíblica, de tal forma entendida e sentida, que coloque os homens em fogo."

Jáder

sábado, 8 de março de 2008

Crente de gravata, use camisinha!

Este é o título do polêmico e já famoso texto de Caio Fábio sobre sexo na igreja. Com sua perspicácia habitual, o reverendo expõe como a atitude de fingir que o problema não existe acaba por agravá-lo.

Sem dúvida, alguns ficarão chocados com a forma que o pastor tratou o tema, mas não há como tapar o sol com uma peneira, pois, nas palavras do próprio autor, “os crentes transam; e transam muito”. Esta é uma verdade que, se formos francos o suficiente para admiti-la, teremos muito mais condições para equacionar o problema.

Recomendo a leitura do texto, que pode ser encontrado em: http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPagina=0331700012.

Anderson

quinta-feira, 6 de março de 2008

Apascentando ovelhas ou entretendo bodes?

Texto: Charles Haddon Spurgeon

Tradução: Walter Andrade Campelo

"Um mal está no declarado campo do Senhor, tão grosseiro em seu descaramento, que até o mais míope dificilmente deixaria de notá-lo durante os últimos anos. Ele se tem desenvolvido em um ritmo anormal, mesmo para o mal. Ele tem agido como fermento até que toda a massa levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso quanto sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las.

Da pregação em alta voz, como faziam os Puritanos, a Igreja gradualmente baixou o tom de seu testemunho, e então tolerou e desculpou as frivolidades da época. Em seguida ela as tolerou dentro de suas fronteiras. Agora as adotou sob o argumento de atingir as massas.

Meu primeiro argumento é que prover entretenimento para as pessoas não está dito em parte nenhuma das Escrituras como sendo uma função da Igreja. Se este é um trabalho Cristão, porque Cristo não falou dele? "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15). Isto está suficientemente claro. Assim teria sido se Ele tivesse adicionado "e proporcionem divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho." Nenhuma destas palavras, contudo, são encontradas. Não parecem ter-lhe ocorrido.

Então novamente, "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores... para a obra do ministério" (Efésios 4:11-12). Onde entram os animadores? O Espírito Santo silencia no que diz respeito a eles. Foram os profetas perseguidos porque divertiram o povo ou porque o rejeitaram? Em concerto musical não há lista de mártires.

Além disto, prover divertimento está em direto antagonismo com o ensino e a vida de Cristo e de todos os seus apóstolos. Qual foi a atitude da Igreja quanto ao mundo? "Vós sois o sal" (Mateus 5:13), não o doce açucarado - algo que o mundo irá cuspir e não engolir. Curta e severa foi a expressão: "deixa os mortos sepultar os seus mortos." (Mateus 8:22) Ele foi de uma tremenda seriedade."

Continua...

Jáder

Missão integral: o novo álbum de Endres Netto

É sempre com bastante entusiasmo que falo deste trabalho, pois, com toda sinceridade, foi uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. O CD consegue reunir inspiração divina com perfeição técnica, algo cada vez mais raro na produção musical gospel tupiniquim.
O álbum conta com a participação do Coral Jovem Sublime Tarefa e com a guitarra e a produção de Adson Sodré, já conhecido por sua atuação com Carlinhos Félix, Val Martins e Promessa D.
Destaco, em especial, a belíssima faixa "Eis-me aqui".
Por tudo isso e muito mais coisas que não cabem nesse pequeno espaço: parabéns Endres!

Anderson

quarta-feira, 5 de março de 2008

Graça

Um rápido olhar pelo nosso quotidiano sócio-cultural é capaz de nos revelar alguns dos movimentos sociais que permeiam a contemporaneidade, dos mais variados tipos, classes, cores e interesses, que ao seu modo, representam as suas intenções e propósitos.

Há Organizações não Governamentais – ONG’s - que lutam pelos mais diversos segmentos sociais, transitando desde causa ecológica, passando pela defesa das minorias (índios, homossexuais, portadores de moléstias graves, etc), até aqueles que lutam pela reforma agrária e uma distribuição mais justa das riquezas globalmente produzidas.

Dentro desta miscelânea de anseios e grupos sociais, insere-se, indubitavelmente o Cristianismo e os seus mais diversos seguidores, especificamente, no Brasil, as denominações protestantes. Em sua base doutrinária está a “graça”.

Mas, afinal, o que é “Graça”?

Etimologicamente, “Graça”, é uma palavra oriunda da raiz grega “Charis”, que significa “um ato de bondade imerecido”.

A salvação, por exemplo, é um dom gratuito que recebemos de Deus sem que tenhamos merecimento próprio. É “Graça”. Foi o favor recebido pelos Hebreus ontem, é o mesmo favor que recebemos de Deus hoje.

Em nossos dias, observando a realidade das Igrejas genericamente denominadas evangélicas, um questionamento deve ser feito: Quantos servos de Deus há querendo anular a sua graça, desejando agradá-lo, confiados em sua justiça pessoal?

Ou, quantos costumes litúrgicos, sociais e comportamentais infirmam a essência do Evangelho de Cristo?

Diante dessas circunstâncias, propomo-nos a debater, neste espaço democrático, as razões da fé que praticamos, numa tentativa de compartilhar com os nossos leitores, os nossos desejos, constatações e esperanças!

A Igreja do Senhor sobrevive! Ainda há uma vereda verdadeira, que nos libertará do farisaísmo contemporâneo e nos guiará de volta ao evangelho genuíno.

Por esse motivo, há uma extrema necessidade de repudiarmos qualquer elemento estranho utilizado nos cultos pelo Brasil e no mundo!

Basta de sal, óleos da terra santa e santos dos mais variados matizes, sessões de descarrego, “shows” da fé, puritanismo anacrônico e determinações exacerbadas da vontade de Deus, arvorando-se alguns ministros em verdadeiros oráculos do Senhor, eliminando a percepção da “Graça” em nossas igrejas e comunidades cristãs.

Nos próximos textos, teceremos algumas considerações acerca da doutrina protestante da “Graça” e suas implicações atuais. Até lá!


“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

João 8.32


Jáder

terça-feira, 4 de março de 2008

O que é importante?

“Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isto não vem de vós, é dom de Deus – não das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2: 8 e 9)

Nos dias atuais o cristianismo está passando por um período de transição. Temos visto várias “novas” formas de adoração, de ministração, de pregação da palavra, ou ainda aqueles que acham que a igreja tem que retornar aos tempos “de antigamente”, quando, segundo alguns, a igreja era mais igreja.

Antigamente sempre era melhor, tinha mais “poder”, mais “unção”, e igreja era mais “avivada”. Será que isso é um fato? Eu penso que não. Cada período de tempo tem os seus avivamentos, nunca desde os tempos bíblicos a Palavra de Deus foi tão divulgada e de maneiras tão diferentes, com a inclusão de novas mídias como a TV e a Internet, que tem auxiliado em muito a expansão do evangelho.

Algumas pessoas dentro das igrejas mais tradicionais têm que abrir os olhos para essa nova realidade, pregar o evangelho da salvação não é só mais ir a praças e falar abertamente as pessoas.

O profeta Oséias em seu livro fala que o povo de Deus padece por falta de conhecimento. As fórmulas antigas e novas de como se conduzir uma igreja não estão ligadas a salvação.

Hoje encontramos vários tipos de denominação das mais modernas que se utilizam de satélites para transmitir seus cultos ao vivo, até as mais tradicionais que cantam somente salmos bíblicos, e não aceitam instrumentos musicais no culto, passando por uma infinidade de matizes.

Entretanto, nesse grande caldeirão denominacional, muita gente tem se perdido das coisas simples do cristianismo. A Bíblia é bem clara, nada que fizermos pode nos levar a salvação a não ser o sacrifico de Cristo, ele é o caminho, a verdade e a vida.

Não tenho como pretensão ser o dono da verdade, me proponho sim a discutir a vida cristã a luz da Bíblia, sem estar preso a tradições e formalismos que sempre fizeram uma barreira entre Deus e o Homem.

Jesus em toda sua caminhada apresentou a importância do amor, isso sim tem faltado a muitos, esse é o caminho que tem que ser retomado, simplesmente o AMOR.

Denisson

Se confessarmos nossos pecados

“Uma velha história resume essa mensagem melhor que qualquer outra que conheço. Ela fala de um homem que se envolveu em um padrão de comportamento pecaminoso a ponto de não mais se importar com suas conseqüências. Quantas vezes ele confessou esse pecado desprezível a Deus, prometendo que nunca mais o repetiria? E agora, lá está ele novamente, confessando a mesma coisa:

- Senhor, estou morrendo de vergonha. Tenho feita essa mesma coisa vez após outra. Eu a confesso a ti e prometo que nunca mais farei isso de novo. Por favor, me perdoe.

Do céu chegam as seguintes palavras:

- Eu o perdôo. Tudo está esquecido. Você está purificado para começar de novo.

O homem sente-se maravilhosamente livre. Deus o perdoou. O que mais ele pode pedir? Durante toda a tarde ele celebra a crença de que nunca mais reincidirá nesse pecado. E então, naquela mesma noite, a tentação acontece e ele fracassa.

Bem, ele mal consegue orar. Não foi naquela manhã mesma que ele prometeu fervorosamente que não pecaria daquele modo outra vez? Ele quase decide não orar, por estar muito constrangido. Se ele ignorar o ocorrido, talvez Deus nem note. Mas sua consciência culpada o acusa, e ele finalmente começa a conversar com Deus.

- Deus, estou tão constrangido que mal posso falar contigo. Fiz aquilo de novo.

- Fez o quê?

- Aquele pecado. Conversamos sobre ele hoje de manhã.

- Engraçado. Não me lembro de pecado nenhum.”



Extraído de "Desventuras da Vida Cristã", de Philip Yancey e Tim Stafford

Anderson

domingo, 2 de março de 2008

Culpa e graça

O clássico “Os irmãos Karamazovi”, de Dostoiévski mostra o drama do jovem cristão Aleksei, que se via às voltas com um sentimento de culpa muito forte. Comentando a obra, um professor de filosofia disse-me que era esse o ponto negativo do cristianismo: a culpa.
De fato, muitos cristãos vivem torturados pela culpa. Claro que isso muitas vezes decorre da crença em um evangelho legalista, mas é verdade também que nem sempre é fácil discernir arrependimento, que é um sentimento saudável e cristão, da culpa, que é o remorso.
Devemos compreender que, apesar da vida cristã almejar a perfeição, esta só será alcançada na glória. A salvação é um processo e devemos saber que nesse caminho os tropeços são até naturais, e mais que isso, revelam a grandeza da graça do Pai. Deus conhece nossa estrutura e compreende nossos erros. Ele não quer que vivamos à sombra do medo e da culpa.

Anderson

"Baba" de fariseu

- Paz do Senhor, Mizael!
- Paz! Tá a fim de bater um “baba”, Urias?
- Psiu! Fale baixo... Não posso jogar bola... Minha igreja não permite... Que horas vai ser? Urias responde sussurrando.
- 2 horas.

Continua...

Anderson

Apresentação

“Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem nos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los.” (Mateus 23:5)

Essa era a opinião de Jesus sobre os fariseus. Grande parte das mensagens que o Mestre pregou quando andou por aqui tratou da religiosidade como uma forma da afastar o homem de Deus. Veja, por exemplo, o capítulo 15 de Mateus, no qual Jesus explica claramente como os fariseus conseguiam invalidar os mandamentos de Deus com sua tradição.
Mas sejamos francos: não é verdade que o cristianismo vivido hoje assemelha-se muito com tudo que Jesus condenou nos fariseus? Não é verdade que nossas igrejas estão cheias de religiosos, que aparentam cumprir muito bem todas as regras, mas cujos corações só Deus sabe do que está cheio? Afinal, o que vivemos hoje: uma religião ou o evangelho de Cristo?
Com a graça de Deus aprendo que todo esforço necessário já feito por Jesus na cruz. É isso mesmo. Ele já fez tudo. E o que Ele pede? Amor. Só isso. Observe que Jesus, em seus últimos momentos, conversando com o Pedro frustrado que havia acabado de negar seu Senhor, não apresentou lições teológicas sofisticadas. Também não apresentou o estatuto que a igreja deveria seguir dali em diante, contendo todos os preceitos básicos que um cristão deve seguir. O Mestre o levou a fazer uma declaração de amor. De quebra, Pedro teve seu trauma curado.
Olhe para a igreja atual e a compare com a igreja do Novo Testamento. Onde erramos? Precisamos de franqueza para encontrar as nossas falhas. Este Blog propõe-se a ser um canal para trocarmos idéias sobre a igreja. O enfoque é graça. Somos contra tudo que pretende ocupar o lugar de Cristo na nossa vida, seja quem ou o que for. Leia, reflita e comente. Nem tudo está perdido...