quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus Ano Velho

Gostaria de agradecer a todos que nos acompanharam neste ano. Muito obrigado!
Espero que continuem conosco no ano que se aproxima!
Para encerar a temporada, seguem abaixo os links de algumas postagens do SOLA GRATIA que deram o que falar em 2009.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Uma História Chocante


Poderia ser um filme, uma novela ou um romance, mas não é. Aconteceu mesmo. A primeira reação de quem toma conhecimento desta história é repugnância e revolta, porém depois se realça a beleza das atitudes humanas das pessoas mais improváveis. Traz à tona a verdade por trás das máscaras de santidade e da prática de uma religiosidade morta, totalmente afastada de Cristo. Clique nos links abaixo e conheça esta história, que deve ser por todos conhecida, para que seja derrubada a ignorância sobre a existência de fatos como este em nossas igrejas.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Então é Natal


Chama-me a atenção como nesta época costuma-se iluminar intensamente as cidades e as residências. Parece um clamor do inconsciente das pessoas por luz. Foi justamente o que o Verbo trouxe ao mundo quando se tornou carne.

sábado, 12 de dezembro de 2009

É possível não se emocionar com esta música?

Janires (ex integrante do Rebanhão) foi um grande poeta cristão. Infelizmente, a partida precoce interrompeu sua produção artística, mas o tempo que ele passou por aqui foi suficiente para que ele fizesse obras fabulosas.
Esta música, em especial, apresenta o contraste de dois mundos, um com e outro sem Deus. Termina com a proclamação de uma esperança que todos nós temos.

video

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Propina Gospel?

Ficamos todos chocados com o vídeo da oração que Deputados Distritais evangélicos fizeram após o recebimento de suposta propina.
Porém, é importante atentarmos para algo.
Conforme foi noticiado aqui (onde podem ser obtidas mais informações sobre esta versão), com base nas transcrições oficiais da Polícia Federal, o vídeo na verdade são dois vídeos.
No primeiro, que teria acontecido antes mesmo da eleição dos referidos deputados, estes teriam recebido uma doação legal para a campanha.
No segundo, após uma conversa supostamente normal, os deputados fizeram a famigerada oração.
Tudo isso pode ser conferido nos vídeos divulgados pela imprensa, em que, de fato, os deputados aparecem em lugares diversos e com roupas diferentes.
Quem me conhece ou lê os textos que publico aqui, sabe que não costumo defender a igreja evangélica. Ao contrário, este espaço foi criado justamente para discutir os problemas, sobretudo existenciais, de nossa igreja.
Todavia, não podemos concordar com injustiças, tampouco permitir que nossa revolta com a corrupção reinante nos cegue diante de fatos eloquentes.
Mas não tenho procuração para defender os envolvidos.
Vamos aguardar. O tempo trará a verdade.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Marco Feliciano e Caio Fábio

Esta é a fala de Marco "Infeliciano":

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Eis a resposta de Caio Fábio:

"Jesus disse que quem não é contra nós é por nós...

Sei que ele tem admiração por mim... Mas sei que ele quer mais a glória dos homens do que a verdade dos fatos e do Evangelho!...

O que vi em relação ao que aconteceu?...

1. Que ele fez média com a pastorada; pois, Deus, ele, o secretário dele [que ligou e esteve presente o tempo todo] e eu [...]; sim, todos nós, mais os anjos e a nuvem de testemunhas, sabemos que ele pediu para falar comigo, que ele não estava aqui em Brasília [ligou antes de vir... Portanto, não “aproveitava” nada...]. Pediu, marcou e veio...

2. Ele veio [...]; ele se derramou em dores... Ele sabe o que veio me dizer... O que falou do Jabes e do Silas... O que declarou sobre as “calunias” que sofria [...] sobre “adultérios”... de que o acusavam...; sim, lembra o que disse sobre como tudo estava podre... Eu lembro de tudo e aqui não digo nada do que ouvi... Ele sabe! E mais: falou de como eu havia feito a escolha certa... E mais: ouviu de mim apenas o Evangelho; e nada além do Evangelho; sem saudades de nada; sem falta de nada; feliz com tudo; e dizendo a ele que eu esperava que um dia ele visse que estava num barco furado...

Ele veio porque estava com medo do Silas e do Jabes; e veio como quem procurava um colo no caso do bicho pegar...

Ele sabe que na minha face ele apenas diria: É Verdade!...

A história é longa...

Deus sabe!...

Foi isto o que aconteceu...

Deus sabe que desse moço eu quase nada sabia...

Conhecia o nome, mas nunca lhe vira a face e nem sabia como ou quem ele era...

Quando ele se converter mesmo [...], então contará toda a verdade; pois, do contrário, logo, logo a eternidade tirará as mascaras de tudo e de todos... Simples assim!

Nele, que foi procurado à noite por quem mesmo não sendo nascido de novo teve mais dignidade no narrar os fatos,

Caio

29 de novembro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ortodoxia, de Chesterton

Trata-se de um clássico. O título deve-se à conclusão do autor de que, ao tentar buscar inovações e doutrinas melhores, acabou encontrando a própria ortodoxia.
O autor ocupa-se de enfrentar as teorias anti-cristãs que se proliferavam pela Europa do Século XX. A sofisticação do raciocínio e o humor são marcas relevantes do texto.
Não posso negar, porém, que, diante da profundidade da reflexão filosófica que algumas vezes Chesterton engendra, fiquei com a sensação de não ter entendido muito bem o que ele quis dizer...
Contudo, fica a recomendação da leitura desse fabuloso manual de apologética cristã.

domingo, 29 de novembro de 2009

Bastam R$ 418 para fundar igreja e se livrar de imposto

Hélio Schwartsman

Bastaram dois dias úteis e R$ 218,42 em despesas de cartório para a reportagem da Folha criar uma igreja. Com mais três dias e R$ 200, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio já tinha CNPJ, o que permitiu aos seus três fundadores abrir uma conta bancária e realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Seria um crime perfeito, se a prática não estivesse totalmente dentro da lei. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja. Tampouco se exige um número mínimo de fiéis.
Basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório. Melhor ainda, o Estado está legalmente impedido de negar-lhes fé. Como reza o parágrafo 1º do artigo 44 do Código Civil: "São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento".
A autonomia de cada instituição religiosa é quase total. Desde que seus estatutos não afrontem nenhuma lei do país e sigam uma estrutura jurídica assemelhada à das associações civis, os templos podem tudo.
A Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, por exemplo, pode sem muito exagero ser descrita como uma monarquia absolutista e hereditária. Nesse quesito, ela segue os passos da Igreja da Inglaterra (anglicana), que tem como "supremo governador" o monarca britânico.
Livrar-se de tributos é a principal vantagem material da abertura de uma igreja. Nos termos do artigo 150, VI, b da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com suas finalidades essenciais.
Isso significa que, além de IR e IOF, igrejas estão dispensadas de IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos), ISS (serviços), para citar só alguns dos vários "Is" que assombram a vida dos contribuintes brasileiros. A única condição é que todos os bens estejam em nome do templo e que se relacionem a suas finalidades essenciais -as quais são definidas pela própria igreja.
O caso do ICMS é um pouco mais polêmico. A doutrina e a jurisprudência não são uniformes. Em alguns Estados, como São Paulo, o imposto é cobrado, mas em outros, como o Rio de Janeiro e Paraná, por força de legislação estadual, igrejas não recolhem o ICMS nem sobre as contas de água, luz, gás e telefone que pagam.
Certos autores entendem que associações religiosas, por analogia com o disposto para outras associações civis, estão legalmente proibidas de distribuir patrimônio ou renda a seus controladores. Mas nada impede -aliás é quase uma praxe- que seus diretores sejam também sacerdotes, hipótese em que podem perfeitamente receber proventos.
A questão fiscal não é o único benefício da empreitada. Cada culto determina livremente quem são seus ministros religiosos e, uma vez escolhidos, eles gozam de privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (CF, art. 143) e o direito a prisão especial (Código de Processo Penal, art. 295).
Na dúvida, os filhos varões dos sócios-fundadores da Igreja Heliocêntrica foram sagrados minissacerdotes. Neste caso, o modelo inspirador foi o budismo tibetano, cujos Dalai Lamas (a reencarnação do lama anterior) são escolhidos ainda na infância.
Voltando ao Brasil, há até o caso de cultos religiosos que obtiveram licença especial do poder público para consumir ritualisticamente drogas alucinógenas.
Desde os anos 80, integrantes de igrejas como Santo Daime, União do Vegetal, A Barquinha estão autorizados pelo Ministério da Justiça a cultivar, transportar e ingerir os vegetais utilizados na preparação do chá ayahuasca -proibido para quem não é membro de uma dessas igrejas.
Se a Lei Geral das Religiões, já aprovada pela Câmara e aguardando votação no Senado, se materializar, mais vantagens serão incorporadas. Templos de qualquer culto poderão, por exemplo, reivindicar apoio do Estado na preservação de seus bens, que gozarão de proteção especial contra desapropriação e penhora.
O diploma também reforça disposições relativas ao ensino religioso. Em princípio, a Igreja Heliocêntrica poderá exigir igualdade de representação, ou seja, que o Estado contrate professores de heliocentrismo.

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Polêmica do Dízimo

Alguns dogmas são tão enraizados em nossas mentes que raramente somos provocados a refletir sobre a validade bíblica deles.

Certa feita, comuniquei a alguns amigos a intenção de, naquele mês, entregar o dízimo a uma entidade filantrópica.

Fiquei surpreso com algumas reações. Alguns argumentaram que os dízimos somente devem ser entregues na "casa do tesouro". Outros alegaram que, se todos pensarem como eu, a pregação do evangelho vai parar.

Ora, se o dízimo é um sinal de gratidão a Deus e um exercício de desprendimento dos bens materiais, pouco importa a qual instituição o entrego.

A verdade é que o ato de entregar o dízimo é visto por muitos cristãos evangélicos como uma prática cerimonial inarredável. Encarado assim, a prática em nada se diferencia da guarda do sábado e demais imposições da lei mosaica.

É claro que essa ideia deve deixar pastores com os cabelos em pé. É mais fácil ensinar o ato de dizimar como uma obrigação, caso contrário ninguém mais terá interesse em fazê-lo.

Todavia, as doutrinas devem ter supedâneo na Bíblia e não em motivações a ela estranhas.

Nessa mesma linha, sugiro a leitura de um excelente artigo publicado no site Monergismo, que trata da questão da não-obrigatoriedade do dízimo na era da graça. Quem tiver interesse, pode lê-lo clicando aqui.

sábado, 14 de novembro de 2009

Pentecostalismo, glossolalia, etc.


"E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.
(...)
Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." ( 1Co.14:27, 28 e 33)

Interessante como estes versículos são solenemente ignorados nas igrejas pentecostais.
No texto a seguir, Ricardo Gondim faz comentários muito elucidativos sobre o pentecostalismo e o dom de falar línguas estranhas:

"Há uns quinze anos, fui procurado por um teólogo católico alemão que pesquisava o movimento pentecostal no Brasil. O jovem desejava conhecer melhor o que ele considerava como “o mais democrático fenômeno religioso” já visto. Extasiado com o que testemunhara na baixada fluminense, com novas igrejas brotando todos os dias, queria saber mais.

Realmente, o movimento pentecostal marcou o século 20. No Brasil, a Assembleia de Deus chegou a somar quase a metade de todos os protestantes. A capilaridade do movimento é fenomenal. Eu já preguei em catedrais e em garagens transformadas em templo. Entre 1976 e 1982, como evangelista associado de uma missão, visitei todo tipo de congregações pelo Brasil. Espantei-me com a autonomia dos pentecostais, que nunca ..."

Leia mais aqui.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre milagres

Ao assistir a algumas cenas do programa televisivo do "apóstolo" Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (que veio se somar à Universal do Reino de Deus e à Internacional da Graça de Deus, cuja semelhança entre os nomes não é mera coincidência), fiquei pensando sobre o papel dos milagres no Novo Testamento.
Lembrei que Jesus realizava milagres por causa da sua misericórdia diante do sofrimento humano, e não como uma forma de atrair seguidores. É por isso que muitas vezes o Mestre recomendou que o agraciado com o milagre não contasse nada a ninguém.
Aliás, Jesus não ficava satisfeito quando percebia as pessoas o seguiam tão-somente por causa dos prodígios.
Por fim, a experiência indica que pessoas que são atraídas a Jesus por causa de motivos que não o próprio Jesus tendem a ter uma fé superficial.

sábado, 31 de outubro de 2009

Reforma Protestante


Hoje é aniversário da Reforma Protestante. Dia de refletirmos sobre os fundamentos da nossa fé e de pensarmos sobre a necessidade de, quem sabe, uma nova reforma em nossos dias.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não disse adeus

Falei há pouco tempo aqui no Sola Gratia que homem não foi feito para ser mortal, e é por isso que quando nos deparamos com a realidade da morte, sentimos que algo está errado, que não era para ser assim.
Ontem um grande amigo partiu. A dor que sinto agora é enorme. Mas sei que um dia o verei novamente, e quando isso acontecer, não será mais nesse mundo efêmero e imperfeito, será no céu e para sempre.
Até lá, vou pedindo a Deus que dê à família e aos amigos forças para suportar sua falta.
"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a essa vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (1Co. 15:19)

domingo, 18 de outubro de 2009

Erva Venenosa, um texto do Pavarini

“Amantíssimos irmãos que escolheram a Catedral Evangélica para buscar as benesses do nosso Deus excelso, vamos receber com uma calorosa salva de palmas o reverendo Silas Malafaia. Ele será o portador da mensagem que o Pai celeste deseja nos transmitir nesta noite de encerramento da campanha “As 7 chaves da vitória”. Após o culto, o ínclito servo do Deus Altíssimo estará no átrio autografando a “Bíblia da Prosperidade e Batalha Espiritual”, quintessência exegética que traz comentários do Doutor em Divindade Morris Cerullo.”
Trágica ou hilária (dependendo do ponto de vista), a cena acima (ainda) não ocorreu. No entanto, inúmeros elementos característicos da práxis neopentecostal hoje fazem parte da liturgia de igrejas que, num passado recente, lutaram para manter coerência e base bíblica inclusive na área musical...

Continue a leitura desse interessante texto aqui.

O Deus (In)Visível, de Philip Yancey

Já li vários livros de Philip Yancey (Decepcionado com Deus, O Jesus que Nunca Conheci e Maravilhosa Graça). Este, porém, ficou aquém das minhas expectativas. O tema deste são as dificuldades de se relacionar com um Deus invisível. Mas acho que já cansei daquele papo de Philip Yancey, que sempre coloca uma grande questão e, depois de muitos rodeios, às vezes chega a uma conclusão óbvia. O ponto positivo do livro fica por conta da franqueza com que o autor enfrenta os problemas atinentes ao nosso relacionamento com Deus.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Você quer fogo?

Em que pese tenha me convertido numa igreja pentecostal e nela congregue até hoje, tenho dificuldades para me adaptar a algumas coisas que costumam nela ocorrer.

O fato que passo a relatar ocorreu há alguns dias, por ocasião do aniversário da igreja.

Logo no início da fala do pastor convidado para ser o preletor oficial da festividade, percebi que a jornada ia ser dura. É que ele tinha a irritante prática de pedir ao auditório para repetir algumas frases durante todo o tempo da pregação.

Pois bem. Numa dessas, ele pediu para olhar para o irmão do lado e perguntar: “você quer fogo?”. Na mesma hora veio-me à mente os vários sentidos que essa frase pode apresentar, principalmente para alguém que não pertence ao contexto pentecostal.

Para minha infelicidade, olhei para o lado e vi um visitante. Então, constrangido, abri um sorriso amarelo e fiz a desconcertante pergunta.

De lá do púlpito o pregador solicitou que erguêssemos as mãos sobre o irmão e repetíssemos: “fogo, fogo, fogo...”.

Aí já foi demais pra mim. Dessa vez não deu para atender ao pedido do pastor.

Para concluir, ele convidou à frente as pessoas que quisessem ter uma nova atitude em sua escola, trabalho, etc. Surpreendentemente, o pregador ungiu essas pessoas com óleo, contrariando a orientação neotestamentária de aplicação desta prática tão-somente em caso de enfermidade.

Saí antes de terminar o culto.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eternidade e Perfeição

Apesar de, na vida, nada ser mais certo que a morte, quando esta chega sempre traz consigo uma grande dose de perplexidade. Sabemos que um dia o fim chegará, porém há em nós uma espécie de “vocação para a eternidade”, que nos faz pensar na morte como algo distante.

Algo semelhante acontece com a nossa forma de pensar a perfeição. Não conhecemos nada perfeito, todavia temos a ideia do que é perfeição. Além disso, quando olhamos para este mundo imperfeito, algo nos faz pensar que tem algo errado, que não era para ser assim.

Como explicar então de onde vêm estes sentimentos de eternidade e de perfeição, se nada conhecemos com essas qualidades?

Essas estranhas sensações não estão em nós por acaso. Elas estão a revelar um passado distante, em que tudo era perfeito e que o homem estava bem perto de Deus. Por isso não nos satisfazemos com a efemeridade e com a imperfeição.

domingo, 20 de setembro de 2009

Salmo 23 (versão caipira)

O sinhô é meu pastô e nada há de me fartá
Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá
Ele tamém me leva pros corgos de água carma
Inda que eu tenha qui andá
nos buraco assombrado
lá pelas encruzinhada do capeta
não careço tê medo di nada
a-modo-de-quê Ele é mais forte que o “coisa-ruim”
Ele sempre nos aprepara uma boa bóia
na frente di tudo quanto é maracutaia
E é assim que um dia
quando a gente tivé mais-pra-lá-do-qui-pra-cá
nóis vai morá no rancho do sinhô
pra inté nunca mais se acabá...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Gráfico Interessante


O que falar então de uma pane de avião?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

COMO ZAQUEU?

Às vezes me surpreendo em algumas igrejas quando sou levado a entoar canções de louvor ao Senhor recheadas de impropriedades teológicas, erros de português e até insinuações genéticas.
É um tal de "querer ver a face de Deus", "tenho adoração em meu DNA".... "chega mais perto de mim", "quero tocar-te, deitar em teu colo" entre outras pérolas do cancioneiro contemporâneo "cristão" "estilo adoração".
Informo aos queridos leitores que não estamos sozinhos nesta preocupação. Há muita gente preocupada com as besteiras que andam sendo cantadas por aí.
Vejam esse texto do Pr. Ciro Sanches Zibordi, da Assembléia de Deus em Niterói - RJ.
"Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”.
Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim:
“Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.Primeira pergunta para reflexão: Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10).
Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3).
Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”.
Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36).
A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso” (Lc 19.6). Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).
Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos. Afinal, como diz uma frase que circula na grande rede, o Senhor Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência.
A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”.
Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo?O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador. Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor!
Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5).
Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Mais uma pergunta para reflexão: O hit em apreço prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, ou dá mais atenção ao que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja?
A canção enfatiza a Ajuda do Alto, ou a autoajuda?Outra pergunta: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “... ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Ele conhece a totalidade do ser humano: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12).
Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18).Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).
Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete o mesmo erro de português constante da campanha de publicidade da Embratel: “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”. (...)
Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15)."

domingo, 23 de agosto de 2009

A Guerra Está de Volta II

Ainda a propósito da Guerra, vejamos um texto que Caio Fábio publicou em seu site:

"A MÍDIA E OS NOVOS DEMÔNIOS!... — o caso Universal!...

Desde ontem as televisões do Brasil andam atrás de mim querendo uma entrevista; ou melhor: uma 'sonora' [que é a entrevista 'de corpo presente e falada'] sobre o Macedo e a Universal.
Hoje cedo foi a Globo...
Queriam uma sonora sobre o escândalo de lavagem de dinheiro da IURD; e mais: queriam que contasse como o bicho é muito mais feio..., considerando o que eu dissera durante toda década de 90, bem como acerca do que eu já disse no site: que a ponta desse negócio vem de longe... e de modos mais que ilícitos.
Era isto que queriam de mim...
Disse 'não'...
E expliquei a razão:
Na década de 90 eu falei muito e falei através da mídia o que não era Evangelho; era apenas o interesse da mídia. Hoje, eu disse, não há nenhum tema da mídia que, por mais que eu o conheça, eu deseje falar acerca dele, a menos que seja sobre o Evangelho.
Então perguntei:
Vocês querem uma sonora dizendo o que é Igreja em relação ao que não é Igreja? Ou querem saber o que o Evangelho diz sobre esta loucura que se instalou entre nós na “igreja”?...
Silencio...
Então concluí:
Não concordo com nada do que ensinam, pregam e fazem... Nada é bom ali. Mas não sou Promotor de Justiça e, muito menos, Satanás; pois, o que vocês me pedem é para ser o Satanás dessa história; e não há na terra quem me leve para este lugar no qual Jesus não estaria!...
A resposta foi silenciosa...
A seguir um educado 'muito bom pastor, que o senhor continue em paz e entre flores...'.
Eu disse Amém; e a conversa acabou...
É claro que sei que o que está aparecendo é a ponta 'legal' da ilegalidade, e que o buraco fundo está cavado no tempo antes do período investigado. Mas esta é uma informação minha, contada a mim, por pessoas que hoje temem pela própria vida; sem falar que outras aceitaram dinheiro para sumir e viver bem...
Quanto mim, tudo o que digo, digo pelo Evangelho, na esperança de que a Luz acenda, mas não estou disponível para reforçar o papel de ninguém no seu desejo de encontrar carniça...
Sei que as coisas são reais e são ainda piores. Mas o Senhor não me constitui juiz entre os homens, e, menos ainda constituiu-me Profeta de Mídia.
A mídia eu conheço hoje muito bem...
Muitas vezes faz bons serviços... Mas a maioria das vezes apenas usa você a fim de atingir seus objetivos, e, no fim, quem segura a onda é você; você sozinho...
Ou seja:
Hoje cedo um dos Novos Demônios, segundo Jaques Elull, a Mídia, me visitou oferecendo-me 'vingança'.
Sim, porque acusar é sempre coisa do diabo... Especialmente quando o seu chamado é para anunciar a Boa Nova, ou, no máximo, denunciar ao povo de Deus, por meios próprios e não contaminados, o que seja a verdade do Evangelho, ainda que isto incida sobre movimentos religiosos, políticos ou de qualquer outra natureza.
Concluí dizendo que não desejo nenhuma retaliação, e que não serei usado sob a bandeira da denuncia e da verdade, a fim de cumprir a 'pauta' de uma redação que, no fundo, também faz parte do mesmo intestino grosso que hoje se dispõe a investigar...
Quase todos, nessas horas, depois de 1998, chegam dizendo que chegou a hora de todo mundo saber que eu estava certo!...
Minha resposta:
E eu lá estou preocupado com o fato de o mundo pensar qualquer coisa a meu respeito?!
A mim somente interessa a opinião de Deus sobre mim!
O mais é lixo...

Nele, que perguntou: 'Quem me constituiu juiz e partidor entre vós?',

Caio
12 de agosto de 2009
Lago Norte"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Guerra Está de Volta


Quando vi, anteontem, o tempo expressivo que o Jornal Nacional dedicou à denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo contra Edir Macedo e mais nove pessoas, imediatamente pensei: a guerra está de volta.
Dito e certo. No dia seguinte, o Jornal da Record contra-atacou, tentando infirmar a matéria do Jornal Nacional e trazendo alguns fatos nebulosos sobre o passado da Rede Globo.
Na década de noventa a guerra entre as emissoras foi bastante acirrada. De um lado, a Globo exibia vídeos dos pastores contando dinheiro de ofertas, de Edir Macedo ensinando a pedir dinheiro e do Bispo chutando a imagem da santa. Do outro, a Record insistia em denunciar as relações escusas da Rede Globo com o regime militar e seus empréstimos ilegais.
Aconteceu também, na época, uma cisão entre os evangélicos. Caio Fábio, que sempre reprovou as práticas de Edir Macedo, posicionou-se ao lado da Rede Globo. Outra personalidade influente da igreja evangélica, Silas Malafaia, ficou do lado da Rede Record. Segundo Caio Fábio, Silas Malafaia recebia milhares de dólares para ia à TV falar mal dele e da Rede Globo.
Particularmente, não tenho dúvidas sobre a sujeira que é a IURD. Mas sei também que a intenção da Rede Globo, com as reportagens desta semana, não é simplesmente informar. Há todo um interesse por trás desta máscara de imparcialidade, que é o de frear o crescimento da Rede Record.
Mas o que me incomoda nisso tudo mesmo é que em nenhum momento a Rede Globo se preocupa em distinguir a IURD das outras igrejas evangélicas. Tudo isso faz com que todas as igrejas sejam jogadas na vala comum da roubalheira, o que, evidentemente, não é nem um pouco útil para o evangelho.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Lavou-me

Jesus, o Ungido do Senhor. O Servo sofredor. O Rei, Profeta e Sumo-sacerdote. O nosso Salvador. A perfeita imagem do Deus invisível. O Senhor dos senhores. O Deus compassivo e amoroso que derramou sua vida no Cálvario em resgate de muitos.
Poderíamos enumerar outros atributos pertencentes à Jesus. Mas, agora, dedicarei algumas considerações acerca da HUMILDADE inerente ao Cristo.
Voltemos, portanto, à Palestina no século I. Eis que nasce o menino Jesus, concretização da promessa do Deus de Israel que livraria o seu povo da escravidão.
Porém, muitos judeus não entenderam. Pensavam eles que o Deus Todo Poderoso enviaria um novo Davi, misto de guerreiro e político, que os libertaria do jugo romano da servidão.
Apegados a um passado de glória e a uma religiosidade vazia, não notaram a presença do Deus encarnado. Ainda mais sendo Ele apenas um filho de carpinteiro e nada mais. Deveria ser, no máximo, outro lunático pensando ser profeta.
Enganaram-se. Jesus curou, testificou a Verdade, multiplicou pães e peixes e expressou um amor pelo gênero humano jamais visto na história da humanidade. João diz que Jesus nos amou, “amou-nos até o fim” (Jo. 13.1).
Este apóstolo registrou uma das atitudes mais emblemáticas de Jesus. Durante a última ceia, o Senhor tomou uma toalha, encheu uma bacia com água e passou a lavar os pés aos discípulos. Pedro, o servo impulsivo, reagiu prontamente. Ele estava assentado numa das extremidades da mesa, local em que ficava o membro mais humilde da casa, destinatário direto dessa tarefa.
Todavia, Jesus afirma que se não o lavasse, Pedro não teria parte com Ele. Então, descobrimos uma verdade fundamental: para sermos filhos de Deus precisamos ser purificados por Jesus. Nada mais, nada menos.
Realmente, um ato surpreendente. Jesus era o Mestre. Ele é quem deveria ser servido. Contudo, em sinal de hospitalidade e respeito, num país extremamente poeirento, onde as pessoas só usavam sandálias, Ele deu-nos o exemplo e lavou-nos.
Esse gesto nos remete ao Seu sacrifício na cruz. Ali, definitivamente, seríamos completamente lavados do pecado. O sangue do Cordeiro seria derramado de uma vez para sempre, redimindo a humanidade decaída.
Você já imaginou um mundo sem Jesus?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Deus é pop

Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma.
A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”.
Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.
Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”.
Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx.
Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé.
Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back.
Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.
Uma pesquisa feita por um instituto alemão mostra que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam ser “profundamente religiosos”
Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.
Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais.
Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.”
Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.
Fonte: Portal G1
Sem se submeter a qualquer disciplina é massa.....

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dúvida e Fé

“Kathleen Norris fala de uma longa batalha espiritual contra a fé de sua infância, achando impossível durante algum tempo engolir grande parte da doutrina cristã. Mais tarde, experimentando problemas na vida pessoal, sentiu-se atraída por uma abadia beneditina onde, para sua surpresa, os monges pareciam despreocupados com suas dúvidas sufocantes e frustrações intelectuais. ‘Fiquei um pouco decepcionada’, escreveu. ‘Pensava que minhas dúvidas fossem grandes obstáculos à minha fé e fiquei confusa, mas intrigada, quando um velho monge jovialmente declarou que a dúvida era a semente da fé, um sinal de que a fé estava viva e pronta ara crescer.’ Antes de resolver cada uma de suas dúvidas, os monges lhe ensinaram, em vez disso, a adoração e a liturgia.

Norris aprendeu que, na raiz grega, ‘crer’ significava simplesmente ‘entregar o coração a’ e descobriu que o ato da adoração pode se constituir em uma forma concreta de fé. Não achou estranho recitar credos que não compreendesse, pois, segundo ela, ‘sendo poetisa, estou acostumada a dizer o que não compreendo totalmente’. Aos poucos, percebeu que, para ter um relacionamento com Deus, como em qualquer relacionamento, devia entregar-se sem saber onde isso daria. Começou com a confiança e, a partir disso, desenvolveu uma fé madura.”

Extraído de: O Deus (in)visível, de Phillip Yancey, pág. 211.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quando o milagre não produz salvação - Parte Final

Nos versos 15 e 16, nós aprendemos a terceira e última lição: nem sempre o milagre produz salvação.
Quantas vezes o povo de Israel viu os milagres de Deus no deserto? Nuvem durante o dia, coluna de fogo à noite, codornizes, quantas batalhas não foram vencidas?
Quantas vezes os israelitas murmuraram? Quantas vezes desejaram voltar ao Egito?
A Bíblia nos diz em João 21:
“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”.

Irmãos, quantas pessoas foram alimentadas por Jesus, viram ou ouviram as histórias que contavam os seus feitos e o seu grandioso poder? Porém, quantos daqueles não pediram para que ele fosse crucificado?
Para termos uma dimensão, Pedro, seu discípulo, o negou três vezes. Por que motivo apenas um dos dez ex-leprosos voltaram para agradecer e glorificar o nome de Deus?

Simples a resposta: o milagre em si não produz arrependimento. Não se traduz em remição de pecados. Não traz, enfim salvação.
Portanto, mais do que curar uma doença de pele, Jesus restaurou a comunhão daquele homem com Deus. Naquele momento, ele havia deixado de ser um paria espiritual e social.
O grande e perfeito milagre é esse: a restauração da comunhão com Deus. Jesus começa pelo perdão e não pela cura física simplesmente. Quer ser definitivamente curado? Arrependa-se, confesse à Deus seus pecados e peça-lhe perdão.
Atualmente, muitas pessoas imaginam e enveredam pelo caminho inverso: ser curado e quem sabe, depois ter algum compromisso com Deus. É por isso que o milagre em si não produz salvação. A verdadeira cura é a libertação do pecado, produzida por Deus no coração do homem. É deixar de ser um leproso espiritual, um excluído da presença do Deus Santo.
O fato de o leproso ser samaritano torna este fato ainda mais dramático, pois não se esperaria que ele demonstrasse gratidão a um judeu que o curou, como os outros nove fizeram – v.17.
Por isso, “buscai primeiro o reino de Deus e as outras coisas vos serão acrescentadas”.
O verso 16 nos mostra que o perdão redunda em louvor e glória para Deus exclusivamente, não para o instrumento ou o local onde ocorreram os milagres.
É por isso que os legítimos protestantes não têm Meca, Juazeiro do Norte, Bom Jesus da Lapa ou Aparecida. Não temos rezas fortes, badulaques, amuletos nem fazemos orações para abençoar copos com água.
Oremos, meus irmãos, para que o Senhor produza em nós arrependimento e, assim, envergonhados diante das nossas transgressões, encontremos a paz da graça de Deus, através do seu perdão, oferecido por Jesus, penhor da nossa salvação – v-19.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Quando o milagre não produz salvação - Parte II

Uma segunda lição que aprendemos é essa: nem sempre o milagre ocorre instantaneamente ou no momento em que desejamos.
O tempo pertence ao Senhor. Às vezes, o “milagre” que você tanto deseja ou espera pode nem acontecer. Deus não existe apenas para realizar nossas vontades ou nossos sonhos. Davi, quando adulterou com Bate-seba e ela concebeu seu primeiro filho, Deus o matou. Davi orou, mas Deus não o ressuscitou.
Eu não sou vendedor de ilusões e não prego aquilo que agrada aos ouvidos. Não anuncio a teologia da prosperidade. Proclamo a TEOLOGIA DA FIDELIDADE.

Disse Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.
Por isso, divulgo as palavras do Deus vivo, salvação para todo aquele que nele crê. Meus irmãos, Calebe esperou quarenta anos para que o milagre da "casa própria" na terra prometida se transformasse de promessa em realidade.
Nós não conhecemos a mente de Deus, o seu tempo ou os seus intentos para o nosso futuro. No entanto, “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem dos amam ao Senhor, até aquelas que aos nossos olhos são tristezas e dor”.
Sabemos que devemos obedecer, andar corretamente, orar incessantemente, sabemos que os sofrimentos de uma vida terão um fim quando encontrarmos com Jesus. Ainda que você esteja doente, desempregado, ou infeliz, saiba que Deus está com você. Ele nunca nos abandona!
Nós, servos do Senhor, temos uma certeza infalível: um dia nos encontraremos com Jesus e toda dor, angústia e desespero terão fim.
Você que está aqui hoje tem essa certeza? Se não tiver, entrega teu caminho ao Senhor, senão sua angústia durará por toda a eternidade.
O verso 14 nos mostra que os leprosos foram curados no caminho, antes de se encontrarem com o Sacerdote. O tempo é de Deus. O milagre é de Deus e Ele faz se e quando desejar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Quando o milage não produz salvação

"E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia; E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou". Texto base: Lucas 17. 11-19.
Jesus era um mestre peregrino por excelência. Ele estava à caminho de Jerusalém e passava pelo pelas terras do outrora Reino do Norte, nas regiões de Samaria e da Galiléia. Dentro em breve iria ser crucificado e derramaria seu sangue para a remição do pecado de muitos.

Ao entrar numa aldeia de samaritanos, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, certamente conhecedores da fama e do poder daquele judeu andarilho.

Naquela época, os leprosos eram semelhantes aos aidéticos, prostitutas e drogados de hoje. Eles eram excluídos.
Todavia, a exclusão de um portador de hanseníase abrangia não apenas a feição social, por si só já perversa, mas, principalmente, o aspecto espiritual. Um leproso não podia ficar no arraial de Deus.

Isso era assim, por que a presença do Deus santo era incompatível com o pecado de morte representado figurativamente pela imundície da lepra. Em Levítico 13. 9, 44-46, lemos:

"Leproso é aquele homem, imundo está; o sacerdote o declarará totalmente por imundo, na sua cabeça tem a praga. Também as vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e a sua cabeça será descoberta, e cobrirá o lábio superior, e clamará: Imundo, imundo. Todos os dias em que a praga houver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial".

A parte do corpo atacada pela hanseníase torna-se completamente insensível. O tecido corporal apodrece, morre e cai. Assim são todos aqueles que não conhecem a Jesus: estão completamente excluídos da presença de Deus, são insensíveis a sua vontade e caminham a passos largos para a morte.
Nos versos 13 e 14 do texto base de nossa reflexão, aprende-se uma 1ª lição: a causa primária de sermos abençoados é a misericórdia de Deus.

Sabem por que os leprosos gritaram de longe? Porque eles não podiam se aproximar de ninguém, sob pena de que aquele com quem eles tivessem contato tornar-se impuro, física e espiritualmente, conforme se lê em Levítico 13.46:
“Todos os dias em que a praga houver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial”.

Amigo leitor, não há ninguém bom. Em Lucas 18.18-19, Jesus confirma estas palavras:
"E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus".
Todos nós carecemos da graça de Deus. Nossos pretensos méritos ou virtudes não podem convencer, motivar, produzir, comprar ou ser trocado por algum milagre. Em Romanos 11.33-36, o apóstolo Paulo escreve:

“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”.

Com Deus não se barganha. Deus não transige, não negocia. Isaías afirma, no capítulo 64, versículo 6:
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam”.

Por este motivo, Daniel ora confiado nas misericórdias de Deus e não fiado em suas próprias justiças, pois sabia que não as tinha.

A palavra de Deus nos diz que nós nem sabemos orar direito e o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
“Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus”. (Romanos 8.26-27).
Meus irmãos, tudo que temos, tudo que somos, tudo é de Deus. Por isso, Davi exclama: “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” (SL.24.1).
Primeira parte da mensagem proferida no culto solene em gratidão à Deus pelos 73 anos da Mocidade Presbiteriana, ministrada na Congregação Vale de Bênçãos, em Itabuna, no dia 17 de maio de 2009.
Em breve postarei as duas partes subsequentes. Soli Deo Gloria!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Deus dentro de nós

No Antigo Testamento, os hebreus invocavam ao Senhor sempre como o "Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. De fato, o Deus que aparece no Antigo Testamente é o Todo-Poderoso, que aparece por meio de uma sarça ardente, que divide o Mar Vermelho, que fala por meio de profetas... enfim, Deus aparece acima dos homens.
Jesus, por sua vez, foi o próprio Deus vindo à Terra. O Senhor tornou-se como um de nós para trazer a salvação. Deus apareceu ao lado dos homens.
Depois que o Filho concluiu sua obra e foi para o Pai, não nos deixou só. Enviou o Espírito Santo, o Consolador. Ele é Deus dentro de nós.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam ao Senhor Jesus!

"Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito."
Romanos 8.28
O versículo citado acima é muito conhecido, mas podemos receber a palavra que Deus tem para nossas vidas hoje. O texto declara que Deus age em favor dos que o amam, e isso, em todas as coisas.
Nossos irmãos perseguidos, assim como nós, passam por momentos que parecem não ter o controle de Deus. Para eles, mudanças políticas, prisões, perseguição. Para nós, doenças, finanças. Para ambos, assassinatos, estupros, mortes, desânimo. Independente do que estamos passando, devemos ter a consciência de que Deus está agindo em nosso favor.
No Peru, o coronel David de Vinatea foi demitido de seu emprego de professor porque os pais dos alunos descobriram que ele havia sido preso. Acompanhe o caso e interceda por esse irmão querido.
Na Indonésia, um casal de cristãos foi assassinado em sua própria casa, e os culpados não foram identificados. Isso só reafirma a constante violência contra cristãos na ilha Sulawesi.
Louve ao Senhor, porque as autoridades permitiram que acontecesse um grande culto público de Páscoa no Vietnã. Mais de 15.000 pessoas compareceram e muitas se entregaram ao Senhor Jesus. Saiba como foi o evento.
Ultimamente temos visto muitas mudanças políticas ocorrerem em diversos países. São eleições, mudanças de liderança, golpes e relações internacionais. Acesse a página de notícias em nosso site e ore por esses países.
Que nós e nossos irmãos perseguidos tenhamos a consciência de que tudo coopera para o bem dos que amam a Deus, mesmo que ainda não consigamos enxergar isso no momento. Tenha uma semana abençoada!
Deborah Stafussi
Editora
Fonte: Missão portas abertas

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Só a Graça!

Tem coisa que só podem ser explicadas pela GRAÇA de Deus... Mas infelizmente existem pessoas que querem fazer "graça" com o evangelho e eu não estou falando das pessoas que postaram o vídeo.

Eu não consegui publicar o vídeo, mais ai tá o link... Abraços.


http://www.youtube.com/watch?v=e8MWUW5yd-Y

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Você decide

Decidir não é fácil. E estamos a todo tempo diante de circunstâncias em que temos que tomar decisões importantes para as nossas vidas. E Deus, como nos ajuda nessas horas?

Kierkegaard, um importante filósofo (cristão, diga-se de passagem), dizia que o momento da decisão é solitário por excelência. Não recebemos sinais indicando para onde seguir, nem anjos aparecem aconselhando sobre a melhor opção. Abraão decidiu sozinho quando foi provado, e foi naquele momento em que provou ser o Pai da fé.

Sinceramente, acho que Deus, muitas vezes, nos deixa sozinhos em nossas decisões. E isso é salutar. Aprendemos bastante assim.

domingo, 26 de abril de 2009

Bispo Macedo pede ajuda




Quer conferir? Clique aqui.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Unção mata-mosquito

O mais legal é a análise etimológica do nome do mosquito.

sábado, 11 de abril de 2009

Páscoa


Ilustração do Porque Deus é Humor.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O que é graça?

Por Max Lucado

“Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." 2 Coríntios 12:9

O que é graça? É o que alguém nos dá pela bondade de seu coração, não pela nossa perfeição. A história da graça é a boa notícia que diz que quando nós chegamos, ele dá. Isso é o que é graça...

Graça é algo que você não espera. É algo que você certamente nunca conseguiria merecer. Mas graça é algo que você nunca rejeita.

Você sabe o que acontece quando alguém vê a graça de Deus? Quando alguém realmente experimenta a graça libertadora e perdoadora de Deus? Alguém que experimenta a graça de Deus é o trabalhador mais empenhado, o indivíduo mais puro moralmente, e a pessoa mais disposta a perdoar.

Notas:

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

segunda-feira, 6 de abril de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

Vale a Pena Postar de Novo II


Continuando nossa série comemorativa do primeiro ano do blog, segue abaixo um texto que escrevi e postei aqui no SOLA GRATIA em abril do ano passado. O título é "Evangelho do Consumo" e é um dos meu prediletos.

Uma das notas mais marcantes da época atual é, sem dúvida, o consumismo. Este, no entanto, não ficou do lado de fora da igreja, mas penetrou e consegue influenciá-la de várias maneiras.
Uma das evidências de como o consumismo tem influenciado a igreja é a forma com que se tem enxergado a oração. A conversa com Deus serve basicamente para fazer pedidos e o céu funciona como uma espécie de supermercado espiritual. Tornou-se muito comum a técnica de se exigir coisas de Deus, de "determinar a benção", etc.
Agora, veja: já pensou se falássemos com nossos amigos apenas quando precisássemos de alguma coisa? Seria, com certeza, um relacionamento bastante superficial, pra não dizer interesseiro...
Outra coisa, o evangelho começou a ser apresentado como um produto e, como tal, deve garantir a satisfação do cliente. Por isso, tornou-se bastante conhecida a frase "pare de sofrer", como se fosse verdade que as pessoas, após a conversão, tornam-se imunes às agruras da vida terrena. Esta mensagem é bastante atraente. Para os mais incautos, com certeza.
Um bom produto deve também adaptar-se às mudanças do gosto do freguês, por esse motivo, então, o evangelho teve que passar por algumas remodelações a fim de parecer mais, digamos, comerciável. Hoje, tem-se denominação pra todo gosto. O evangelho ficou "politicamente correto", e se adapta facilmente às circunstâncias deste século (e Paulo continua falando "não vos conformeis com este século...").
Enfim, o cristianismo atual é resultado de muitos processos históricos, que acabaram minando sua mensagem inicial. O consumismo é só mais um deles.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Vale a Pena Postar de Novo I

Em comemoração ao aniversário do SOLA GRATIA, publicamos novamente um texto originalmente postado em 30/03/2008, sob o título "Igreja sem Identidade".

Vivemos uma época em que o homem está desacreditado. Um dia a humanidade achou que a solução dos seus problemas estava na religião. Depois que percebeu que a religiosidade pouco colaborava para o seu progresso (na verdade, mais atrapalhou), o homem passou a ver na ciência a resposta para suas indagações. Também se frustrou ao perceber a precariedade das afirmações científicas, bem como a impotência delas diante das mazelas humanas.

Hoje o homem não consegue mais confiar em nada. Daí seu medo em se posicionar diante dos problemas existenciais. Como resultado disso, consagrou-se a idéia de que todas as formas de crer são válidas. E por acreditar em tudo, acaba-se por não acreditar em nada.

A igreja tem sofrido com isso também, pois muitos cristãos estão perdendo a coragem de levar sua fé às últimas conseqüências. Estão todos ficando no meio-termo. E isto não é bom.

A igreja não pode relativizar sua mensagem com fito de agradar a mais pessoas. Também não pode relativizar a ética cristã, a fim de se tornar mais agradável aos olhos do mundo.

O Mestre falou que não gosta de gente morna, que não é nem fria nem quente. A igreja hoje está assim: morna. Um pouco de Deus, um pouco do mundo. Um pouco de verdade, um pouco de relatividade.