segunda-feira, 7 de abril de 2008

Quando éramos leprosos diante de Deus

Segundo nos informa Phillip Yancey, em sua obra "O Jesus que nunca conheci", na Palestina do século I, sobrevivia, no senso comum das pessoas, uma crença de que as tragédias humanas atingiam somente as pessoas que mereciam. Exemplo marcante desse fato é colhido no livro de Jó, onde seu "amigo" Elifaz pergunta: “Porventura, não era o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos? Lembra-te, agora: qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?” (cf. Jó 4.6-7).
Esse pensamento era reforçado pelo ensino ministrado pelos fariseus, os quais ensinavam que “não há morte sem pecado, e não há sofrimento sem iniqüidade”.
Infelizmente, mesmo em nossos dias, temos a tendência de ver nos desastres pessoais, nos defeitos de nascença ou nas moléstias crônicas a mão de Deus nos castigando merecidamente.
Sabe-se que o ser humano contagiado pela lepra de maneira alguma sente dor, pois as células nervosas do tecido infectado são as primeiras a padecer. No entanto, embora não sintam dor “física”, as pessoas com lepra sofrem, e sofrem muito, porque o âmago de sua agonia reside na rejeição absoluta que lhes é imposta pela comunidade que os cerca (cf. Lev. 13.45-46).
Naquela época, um leproso poderia passar boa parte de sua vida sem ser tocado, e isso, infelizmente, ainda pode ser observado em alguns países. Jesus tocou num leproso, fazendo com que ele sentisse, depois de muitos anos, o calor aconchegante da presença de outro ser humano.
Na contemporaneidade, é perfeitamente possível afirmar que a “AIDS é a lepra moderna” (Everett Koop, médico estadunidense). Outros "leprosos" do nosso tempo podem ser citados: homossexuais, prostitutas, viciados em drogas, bandidos.
Não tenho a menor dúvida de que muitos deles seriam visitados, tocados, ouvidos e curados pelo Senhor Jesus.
Alguma vez você já se perguntou por que é chamado de Cristão?
Continua......

Um comentário:

Fáttima Lago disse...

Percebo que a cada dia que passa nós evangelicos nos distanciamos muito do que realmente signica ser cristão, o que de fato representa ser discípulo de Cristo.Quando lí esse texto, me fez lembrar de tantas idéias erradas que estão impregnadas no seio da igreja diz-se uma coisa e vive-se outra, não percebemos as marcas de Cristo em muitos cristãos, não há semelhanças nas ações. Busca-se apenas o próprio bem, rejeitam aqueles os quais deveriam acolher, cuidar e amar, assim como fez Jesus, mas parece que na igreja Cristã atual existe tempo pra tudo menos pra ser verdadeiramente Cristã.As pessoas não precisam de alguém que as culpem, que as condenem, elas necessitam de alguém que as amem, com um amor verdadeiro, que procede de Deus!