quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dúvida e Fé

“Kathleen Norris fala de uma longa batalha espiritual contra a fé de sua infância, achando impossível durante algum tempo engolir grande parte da doutrina cristã. Mais tarde, experimentando problemas na vida pessoal, sentiu-se atraída por uma abadia beneditina onde, para sua surpresa, os monges pareciam despreocupados com suas dúvidas sufocantes e frustrações intelectuais. ‘Fiquei um pouco decepcionada’, escreveu. ‘Pensava que minhas dúvidas fossem grandes obstáculos à minha fé e fiquei confusa, mas intrigada, quando um velho monge jovialmente declarou que a dúvida era a semente da fé, um sinal de que a fé estava viva e pronta ara crescer.’ Antes de resolver cada uma de suas dúvidas, os monges lhe ensinaram, em vez disso, a adoração e a liturgia.

Norris aprendeu que, na raiz grega, ‘crer’ significava simplesmente ‘entregar o coração a’ e descobriu que o ato da adoração pode se constituir em uma forma concreta de fé. Não achou estranho recitar credos que não compreendesse, pois, segundo ela, ‘sendo poetisa, estou acostumada a dizer o que não compreendo totalmente’. Aos poucos, percebeu que, para ter um relacionamento com Deus, como em qualquer relacionamento, devia entregar-se sem saber onde isso daria. Começou com a confiança e, a partir disso, desenvolveu uma fé madura.”

Extraído de: O Deus (in)visível, de Phillip Yancey, pág. 211.

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