domingo, 22 de junho de 2008

A Verdade

“Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim”. João 14.6
O que é a verdade?

Este é um dos questionamentos mais intrigantes da humanidade e vem durante séculos da existência humana “atormentando” diversos pensadores.
Hoje, dizem alguns, “tudo é verdade” ou, ao contrário, “tudo é relativo”. “Você tem sua verdade e eu tenho a minha”... afirmam os mais céticos.
Dessa forma, há tantas verdades quantos seres humanos na terra. Vive-se a época da pluralidade dos comportamentos, dos sentidos e das crenças. Há, conseqüentemente, um desprezo a todo e qualquer valor absoluto. Nada mais universal que a singularidade de cada mente racional...
Os mestres da antiguidade, como Sócrates e Confúcio, procuravam encontrar a verdade e incitavam seus alunos a fazerem o mesmo.
Em Jesus tudo é diferente. Ele é a própria verdade. É a verdade encarnada. É a consumação das promessas de Deus de que Ele salvaria o seu povo. Jesus prova que Deus existe e nos ama. Em Jesus a história humana atinge o seu clímax, num encontro inesquecível entre o ser Perfeito e a criação decaída.
Portanto, Jesus não estava à procura da verdade, mas remetendo para ela, apontando para si mesmo. “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas”. Mateus 11.29.
Pilatos, cidadão romano, também questionou Jesus acerca da verdade, conforme nos relata João, o discípulo amado, no cap. 18.37-38: “Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E dito isto, de novo saiu a ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum”.
No evangelho de João, essa realidade é descrita em diversos momentos, como em João 1. 14 – “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai”; 1.17 – “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.
Igualmente, na oração sacerdotal, conforme descrito em João 17.17, Jesus pede a Deus: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Jesus é a palavra de Deus, o verbo encarnado. É a verdade que liberta – João 8.32.
Todavia, por mais significativo que sejam essas afirmações, só uma experiência efetiva com Jesus te mostrará a verdade de minhas palavras e verás, então, o poder de Deus para a Salvação de todo aquele que Nele crê.