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terça-feira, 22 de junho de 2010

Palmas para Jesus

Um dia desses, visitei uma igreja pertencente a um ramo tradicional do protestantismo tupiniquim.

Num certo momento do culto, fui surpreendido com um pedido para mim inesperado:

"Quem pode aplaudir Jesus?", perguntou o dirigente do "momento de louvor".

Os irmãos, então, salvo algumas exceções, entre as quais eu me incluo, aplaudiram ao Senhor Jesus.

E eu, cá com os meus botões, fiquei remoendo: "até aqui?". É, as "coisas" mudaram, completei meu pensamento, até hoje, solitário.

Às vezes, fico imaginando Jesus realizando os seus milagres, ressuscitando à Lázaro, por exemplo, e o povo aplaudindo..., transformando água em vinho, fazendo cegos enxergar e as pessoas maravilhadas ovacionando ao Senhor Jesus.

Qual seria a reação Dele? Agradeceria e, quem sabe, encurvar-se-ia como um artista após o espetáculo apresentado, ou, talvez, seu gesto de gratidão ao reconhecimento das pessoas fosse com uma frase clichê “obrigado, muito obrigado”.

Não dá para adivinharmos a reação do Senhor diante deste gesto de “gratidão” dos seres humanos que, se a tudo aplaudem, por que não aplaudir à Jesus?

Particularmente, não aplaudo à Jesus durante o culto, sobretudo após um pedido do dirigente, e isso para não fazê-lo de forma bem espontânea...

Mas, para não dizerem que sou retrógrado, anacrônico e preconceituoso, não tenho nada contra quem aplaude.

Palmas!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O culto foi uma benção!

Ontem visitei a Primeira Igreja Batista de Ilhéus. Foi um tradicional culto batista. E eu, como já esperava, gostei. Digo que gostei como reflexo de uma mania bastante arraigada em nós de fazer esse tipo de juízo sobre os cultos: se foi bom ou ruim, se a pregação foi tocante ou não, se eu me arrepiei ou não, se teve gritos de aleluia ou não, se foi quente ou frio. Às vezes até dizemos: foi uma benção.

Tudo isso reflete uma inversão nos valores sobre o culto cristão. Na verdade, não somos nós que devemos fazer esse tipo de juízo, mas Deus. O culto deve ser teocêntrico, mas, na maioria das vezes, tem sido antropocêntrico. O Senhor deve ocupar o centro do culto, não nós.

Quando o culto é feito para agradar às pessoas, uma verdadeira crise é deflagrada. Começa-se a inserir elementos no culto com a única finalidade de deixá-lo mais “interessante” ou “atraente”. A Palavra parece não ser suficiente para atrair as pessoas, então é necessário acrescentar alguma coisa.

É preciso atentar para isso e tomar cuidado. Pode parecer simples, mas as conseqüências são muito graves.