domingo, 31 de outubro de 2010
Nova Reforma Protestante: quem topa?
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Do Amor ao Próximo (Breve Reflexão sobre Mateus 5:43-48)
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Controverso, eu? (Uma Resposta de Ricardo Gondim)
"Não me considero um polemista, embora reconheça a minha insistência em questionar, embora saiba que vez por outra peso nas tintas ao criticar, embora consciente do meu atrevimento por tentar derrubar vacas sagradas de seus pedestais teológicos. Um tanto de gente me escreve perguntando sobre boatos que se espalham por corredores virtuais me acusando de perigoso. Sinceramente, não me acho uma ameaça (sem bem que Hitler também não se achava!).
Vou tentar explicar pela enésima vez porque disse que estava de saída do movimento evangélico. Na verdade, minha igreja pretende ser evangélica, isto é, ser uma comunidade leal ao Evangelho. Já não me identifico com o que se tornou o "movimento evangélico" enquanto fenômeno social. Enumero minhas explicações para que fique mais didático:
1. Por razões éticas –
Não consigo acertar o passo com os escândalos que sacodem quase semanalmente o movimento evangélico. Na minha opinião, um claro sinal da septcemia moral que o devasta. Alguém diria: “Esses escândalos representam apenas uma pequena parcela do movimento e os demais não podem ser responsabilizados”. Ora, ora, se os desmandos do neopentecostalismo não representam o todo, então porque os evangélicos se valem do crescimento das mega-igrejas, dos ministérios televisivos, para impressionar com as estatísticas do IBGE? Se há necessidade de separar quem é quem, então que profetas se levantem e denunciem o circo vergonhoso que se tornou a pretensa “pregação do evangelho” que não passa de uma neurolinguística fajuta.
2. Por razões teológicas -
Milagres a granel são prometidos indiscriminadamente pelas igrejas. O movimento evangélico virou um movimento antropocêntrico. Deus foi reduzido a um poderoso consertador de problemas, a um super-gênio da lâmpada que cumpre desejos, a um magnífico Papai Noel que dá o que se pede. Oração se transformou em técnica de manipular o divino; obediência, um jeito de desobstruir os dutos por onde correm as bênçãos; e fé, uma força que arrasta o coração de Deus na direção dos humanos, sempre miseráveis.
Na verdade, se me perguntarem se concordo com um mundo engrenado pela Providência que faz com que todos os nano eventos do universo tenham a tutela de Deus, responderei que não. Se me perguntarem se creio que crianças já nascem pecaminosas e “filhas da ira”de Deus, repetirei que não. Enfim, eu jamais passaria nas provas de catecúmenos da maioria das igrejas evangélicas.
3. Por razões existenciais -
Recentemente, pregando em Natal, Rio Grande do Norte, perguntei a um pastor anglicano sobre o estado das igrejas ali. Ele respondeu que igrejas evangélicas sérias estavam em crise. Repliquei de imediato: - Não, amigo, as igrejas sérias não estão em crise, mas navegando na contracorrente.
Sei que a versão dos maldosos colou em mim; fiquei com o estigma de mal-resolvido, polêmico e até de herege. No passado, isso me inquietava, mas depois que muitas águas correram sob a ponte, conscientizei-me de que devo continuar tentando abrir picada onde não há trilha sem importar-me com a opinião dos guardiões da reta doutrina.
Se a busca inquieta por novos ares for controverso, sou controverso. Se não aceitar andar no passo da manada for controverso, eu sou controverso. Se desejar cuidar pastoralmente de famílias com filhos com paralisia cerebral, sem repetir chavões, for controverso, eu sou controverso. Se recusar a aceitar que a miséria de bilhões, que dormem com fome todas as noites, representa o controle de Deus sobre a história for controverso, então eu sou controverso.
Cambaleante, continuarei. Sob artilharia pesada, escreverei. Espicaçado por eruditos, seguirei. Esta é minha vocação, é minha sina, é meu destino. Comecei, agora vou até o fim.
Ricardo Gondim"
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
A Guerra Está de Volta

Dito e certo. No dia seguinte, o Jornal da Record contra-atacou, tentando infirmar a matéria do Jornal Nacional e trazendo alguns fatos nebulosos sobre o passado da Rede Globo.
Na década de noventa a guerra entre as emissoras foi bastante acirrada. De um lado, a Globo exibia vídeos dos pastores contando dinheiro de ofertas, de Edir Macedo ensinando a pedir dinheiro e do Bispo chutando a imagem da santa. Do outro, a Record insistia em denunciar as relações escusas da Rede Globo com o regime militar e seus empréstimos ilegais.
Aconteceu também, na época, uma cisão entre os evangélicos. Caio Fábio, que sempre reprovou as práticas de Edir Macedo, posicionou-se ao lado da Rede Globo. Outra personalidade influente da igreja evangélica, Silas Malafaia, ficou do lado da Rede Record. Segundo Caio Fábio, Silas Malafaia recebia milhares de dólares para ia à TV falar mal dele e da Rede Globo.
Particularmente, não tenho dúvidas sobre a sujeira que é a IURD. Mas sei também que a intenção da Rede Globo, com as reportagens desta semana, não é simplesmente informar. Há todo um interesse por trás desta máscara de imparcialidade, que é o de frear o crescimento da Rede Record.
Mas o que me incomoda nisso tudo mesmo é que em nenhum momento a Rede Globo se preocupa em distinguir a IURD das outras igrejas evangélicas. Tudo isso faz com que todas as igrejas sejam jogadas na vala comum da roubalheira, o que, evidentemente, não é nem um pouco útil para o evangelho.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Vale a Pena Postar de Novo II

Uma das evidências de como o consumismo tem influenciado a igreja é a forma com que se tem enxergado a oração. A conversa com Deus serve basicamente para fazer pedidos e o céu funciona como uma espécie de supermercado espiritual. Tornou-se muito comum a técnica de se exigir coisas de Deus, de "determinar a benção", etc.
Agora, veja: já pensou se falássemos com nossos amigos apenas quando precisássemos de alguma coisa? Seria, com certeza, um relacionamento bastante superficial, pra não dizer interesseiro...
Outra coisa, o evangelho começou a ser apresentado como um produto e, como tal, deve garantir a satisfação do cliente. Por isso, tornou-se bastante conhecida a frase "pare de sofrer", como se fosse verdade que as pessoas, após a conversão, tornam-se imunes às agruras da vida terrena. Esta mensagem é bastante atraente. Para os mais incautos, com certeza.
Um bom produto deve também adaptar-se às mudanças do gosto do freguês, por esse motivo, então, o evangelho teve que passar por algumas remodelações a fim de parecer mais, digamos, comerciável. Hoje, tem-se denominação pra todo gosto. O evangelho ficou "politicamente correto", e se adapta facilmente às circunstâncias deste século (e Paulo continua falando "não vos conformeis com este século...").
Enfim, o cristianismo atual é resultado de muitos processos históricos, que acabaram minando sua mensagem inicial. O consumismo é só mais um deles.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Mercantilização
A notícia que uma ex-participante do Big Brother italiana está vendendo a sua virgindade por 2,6 milhões de dólares me fez pensar sobre como absolutamente tudo está se tornando uma mercadoria nos dias de hoje.
As coisas mais importantes e sublimes da vida passaram não ter apenas valor, mas preço também. O resultado disso é que tudo acaba ficando, como uma mercadoria de fato, efêmero e descartável.
Esse fenômeno da atualidade não está acontecendo somente fora das portas da igreja. Há muito tempo já estamos sendo influenciados por essa mercantilização.
Posso aqui mencionar alguns exemplos do que estou falando. O primeiro é o mais extremo: é o caso da IURD, que barateia o evangelho e o transforma numa simples relação de troca, de dar e receber, entre Deus e o homem.
Outro exemplo é o da maioria dos tele-evangelistas, que apresenta Jesus como a solução de todos os problemas das pessoas, que precisam apenas comprá-lo, ou aceitá-lo, como dizem.
As igrejas estão cheias de pessoas para as quais o evangelho não passa de uma mercadoria, e o céu, um supermercado espiritual (como já mencionei aqui no blog em uma postagem com um tema muito parecido com este), a que podem se dirigir de acordo com suas necessidades.
O evangelho é bem mais que essas coisas. É o poder de Deus que transforma as pessoas. É um estilo de vida que tem como alvo adorar a Deus e amar o próximo. Não podemos nos esquecer destas coisas.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Evangelho do consumo
Uma das evidências de como o consumismo tem influenciado a igreja é a forma com que se tem enxergado a oração. A conversa com Deus serve basicamente para fazer pedidos e o céu funciona como uma espécie de supermercado espiritual. Tornou-se muito comum a técnica de se exigir coisas de Deus, de "determinar a benção", etc.
Agora, veja: já pensou se falássemos com nossos amigos apenas quando precisássemos de alguma coisa? Seria, com certeza, um relacionamento bastante superficial, pra não dizer interesseiro...
Outra coisa. O evangelho começou a ser apresentado como um produto e, como tal, deve garantir a satisfação do cliente. Por isso, tornou-se bastante conhecida a frase "pare de sofrer", como se fosse verdade que as pessoas, após a conversão, tornam-se imunes às agruras da vida terrena. Esta mensagem é bastante atraente. Para os mais incautos, com certeza.
Um bom produto deve também adaptar-se às mudanças do gosto do freguês, por esse motivo, então, o evangelho teve que passar por algumas remodelações a fim de parecer mais, digamos, comerciável. Hoje, tem-se denominação pra todo gosto. O evangelho ficou "politicamente correto", e se adapta facilmente às circunstâncias deste século (e Paulo continua falando "não vos conformeis com este século...").
Enfim, o cristianismo atual é resultado de muitos processos históricos, que acabaram minando sua mensagem inicial. O consumismo é só mais um deles.