
domingo, 17 de outubro de 2010
Algumas Considerações Sobre o Segundo Turno

quinta-feira, 22 de abril de 2010
Pode um cristão ser de esquerda?
Dizem que Churchill falou que quem não foi comunista até os vinte anos, não tem coração, e quem continua sendo depois dos quarenta, não tem cérebro. Acho que foi por isso que durante o Ensino Médio encantei-me com a ideologia marxista. Porém, o “encantamento” não durou muito: o conhecimento do fracasso da tentativa de implantar o regime comunista, e mais, as atrocidades dele decorrentes pôs meus pés no chão.
Durante a graduação conheci alguns colegas conservadores*. Todos tinham em comum uma excelente capacidade argumentativa e defendiam severamente os EUA. Eram contra as ações afirmativas e todas as formas de proteção das minorias, políticas assistenciais, movimentos sociais, expansão dos direitos sociais, etc.
Percebi que, embora dentro cada grupo houvesse certa diversidade, a forma de pensar dos socialistas e dos liberais era mais ou menos “amarrada”. Ou seja, quem era de esquerda devia defender os regimes cubano e venezuelano, o aborto, a causa gay, as cotas sociais e raciais, as políticas assistenciais, etc. Quem se identificava com a direita tinha que necessariamente abraçar os pontos que indiquei no segundo parágrafo deste texto.
Não consegui entrar em nenhum dos grupos, pois concordava com alguns pontos de ambos. Por exemplo, sou a favor das cotas sociais e sou contra o aborto, ideias que não costumam ser encontradas juntas num liberal ou num socialista. Contudo, não acho que as duas opiniões sejam contraditórias. Mas, quem foi que disse que tenho que ser socialista ou liberal?
Durante esta semana fui chamado mais uma vez a refletir sobre o tema por duas razões. A primeira, o excelente texto de Norma Braga publicado na Revista Ultimato e no seu Blog, intitulado “Por que não sou de esquerda”. A segunda foi a realização aqui na minha cidade do I Fórum de Missão Integral, do qual participei.
Entendo que a preocupação com a questão social está além do desgastado debate entre direita e esquerda. Mais que isso, o engajamento do cristão decorre do mandamento nuclear do evangelho que é o amor ao próximo.
Não quero ser nem de esquerda nem de direita.
Rejeito rótulos. Recuso-me a pensar dentro de um esquema fechado. Mas, se pensar da forma que eu penso significa ser de esquerda, tudo bem, não me importo.
* Substituí a palavra "liberais" por "conservadores", porque esta é mais específica e aquela pode provocar ambiguidade no contexto em que a inseri.