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domingo, 17 de outubro de 2010

Algumas Considerações Sobre o Segundo Turno


Fui provocado a escrever esta postagem depois da leitura do texto "Carta Aos Meus Amigos", do pastor Ageu Magalhães, autor do blog Resistência Protestante.
Nunca vi uma eleição que mexesse tanto com os crentes. Na internet e na televisão alguns pastores trocam farpas na defesa de seus candidatos. Na igreja também não é diferente.
O que me chama a atenção é que, de uma hora para outra, as questões morais passaram a ocupar o centro do debate político.
Quero dizer, inicialmente, que não parece ser muito consistente a discussão sobre qual dos candidatos à Presidência apresenta mais afinidade com a opinião que temos sobre as questões morais que têm sido mais destacadas no debate.
É que os dois são simplesmente iguaizinhos neste ponto. O que ambos tem dito sobre aborto, direitos homossexuais, sexo livre, etc, são apenas discurso para acariciar o eleitorado evangélico e católico. O que eles querem é nosso voto, só isso. Eles não têm compromisso com o evangelho.
O que tenho visto, porém, inclusive no texto do pastor Ageu, é que parece que apenas a candidata do PT tem opiniões contrárias à Escritura, e isso não é verdade.
Por exemplo, apesar de hoje dizer que é contra a legalização do aborto, quando Ministro da Saúde, o candidato do PSDB assinou diversas medidas regulando a realização de abortos. Também fez apologia ao sexo livre, ao popularizar o "Braúlio". Por fim, seu vice integra a frente GLBT do Congresso.
Assim, se formos seguir à risca este critério, o nosso voto deverá ser necessariamente branco. Por essa razão, optei por utilizar outra linha de raciocínio: ao invés de reduzir a análise ao campo moral, comparo as propostas apresentadas pelos aspirantes à Presidência. E, partindo deste último critério, a candidata do PT parece ser a menos pior.

domingo, 8 de março de 2009

Aborto e Excomunhão

Na última semana ganhou destaque na mídia o caso da criança pernambucana que foi estuprada pelo padrasto e acabou grávida de gêmeos. Mas o que fez o caso tornar-se mais recorrente nos telejornais foi a excomunhão dos responsáveis pela menina e dos médicos que induziram o aborto. Os médicos entenderam que prosseguir com aquela gravidez significava alto risco para a mãe, de apenas 9 anos de idade, e para seus filhos.
Quero dizer que sou contra o aborto. Até mesmo em caso de estupro. Parto de uma premissa muito simples para fundamentar esta opinião: ora, se o estuprador, que é culpado, não pode ser apenado com a morte, por que matar justamente o mais inocente da história toda?
Mas, a meu ver, a situação da infeliz garota de Pernambuco é diferente. O risco de morte era altíssimo para a mãe e para as crianças. Os médicos, na verdade, não mataram os gêmeos, mas salvaram a mãe. Não foi um ato de morte, mas um ato de vida, que deve ser respeitado por todos nós.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Debate sobre o aborto

Não escondo de ninguém que não sou nenhum fã de Silas Malafaia. Aliás, reprovo muitas de suas idéias e atitudes. Porém, não posso deixar de reconhecer a força de muitos argumentos contra o aborto que ele expõe nessa entrevista. São tão bons que ele consegue deixar os interlocutores sem palavras...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Igreja apóia veto de Vásquez à legalização do aborto

MONTEVIDÉU, 28 ABR (ANSA) - Representantes de sete igrejas apoiaram a decisão do presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, de vetar uma possível lei de legalização do aborto e pediram penas mais duras para as pessoas que colaborarem com o fim da gravidez e menores para as mulheres que abortam.
Autoridades das igrejas Católica, Anglicana, Apostólica Armênia, Batista, Grega Ortodoxa, Menonita e Pentecostal Nascente, posicionaram-se desse modo diante do projeto de lei "Saúde Sexual e Reprodutiva", atualmente em votação no legislativo.
Uma punição "especialmente agravada" aos que colaboram direta ou indiretamente com práticas abortivas ou com a venda de remédios que levem a esse fim, assim como a redução "ao mínimo" do castigo às mulheres, são algumas das idéias expostas a Vázquez em uma carta.
A mulher que passa pelo choque de interromper uma gravidez "carece da condição fundamental do livre arbítrio", pois, "fica submetida a fortes pressões psicológicas, econômicas, sociais, familiares e culturais", argumentaram os religiosos.
Na nota, cujo conteúdo foi divulgado hoje pelo jornal El País, os representantes das diferentes vertentes religiosas apoiaram Vázquez, que logo após assumir a presidência se comprometeu em lutar contra à legalização das práticas de aborto.
A legalização, promovida por legisladores da Frente Ampla, aprovada na Câmara dos Deputados e atualmente em votação no Senado, prevê que "toda mulher tem o direito de decidir sobre a interrupção da gravidez durante as primeiras 12 semanas de gestação".
As igrejas pediram também para que seja agilizada a regulamentação da adoção de recém-nascidos e lembram que o Estado deve cuidar para que a criança se forme em uma ambiente com "condições de formação afetiva, psicológica e moral", em uma clara alusão a um projeto que habilita a adoção apenas a casais em situação legal e com no mínimo quatro anos de união.
Apesar das normas vigentes, no Uruguai são praticados cerca de 30 mil abortos por ano enquanto que, segundo uma pesquisa realizada meses atrás por uma empresa particular, 49% dos uruguaios estão a favor da liberação do aborto e 39% contra.
Fonte: ANSA