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domingo, 12 de setembro de 2010

Por Que Perdoar

É claro que o principal motivo para o cristão perdoar é o mandamento bíblico. Jesus disse que se o nosso irmão contra nós pecar quatrocentas e noventa vezes num só dia, ainda assim devemos perdoá-lo. Porém, quero falar agora sobre motivos pragmáticos para perdoarmos. Vamos a eles.
Em primeiro lugar, só o perdão é capaz de quebrar a mágoa. O ofendido, e não o ofensor, é o primeiro a se beneficiar com o perdão.
O jagunço Riobaldo, personagem de Grande Sertão: veredas, explica o que aprendeu sobre o assunto:
"Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho que Zé Bebelo, na Nhanva, um dia me tinha dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é."

Em segundo lugar, só o perdão liberta o ofensor da carga de sua culpa. Foi o que aconteceu com Pedro após o seu fracasso. Negou o seu Mestre por três vezes, mas depois do perdão foi renovado e escolhido pelo Filho para ser o líder da incipiente igreja.
Para recorrer a outro clássico da literatura universal, poderia citar a redenção do criminoso Jean Valjean, de Os Miseráveis. Somente depois da atitude perdoadora do bispo é que ele se tornou um novo homem.
O perdão é, de fato, algo antinatural. Contraria todo o nosso senso de justiça. Mas há coisas que só ele pode fazer.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quando o milagre não produz salvação - Parte Final

Nos versos 15 e 16, nós aprendemos a terceira e última lição: nem sempre o milagre produz salvação.
Quantas vezes o povo de Israel viu os milagres de Deus no deserto? Nuvem durante o dia, coluna de fogo à noite, codornizes, quantas batalhas não foram vencidas?
Quantas vezes os israelitas murmuraram? Quantas vezes desejaram voltar ao Egito?
A Bíblia nos diz em João 21:
“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”.

Irmãos, quantas pessoas foram alimentadas por Jesus, viram ou ouviram as histórias que contavam os seus feitos e o seu grandioso poder? Porém, quantos daqueles não pediram para que ele fosse crucificado?
Para termos uma dimensão, Pedro, seu discípulo, o negou três vezes. Por que motivo apenas um dos dez ex-leprosos voltaram para agradecer e glorificar o nome de Deus?

Simples a resposta: o milagre em si não produz arrependimento. Não se traduz em remição de pecados. Não traz, enfim salvação.
Portanto, mais do que curar uma doença de pele, Jesus restaurou a comunhão daquele homem com Deus. Naquele momento, ele havia deixado de ser um paria espiritual e social.
O grande e perfeito milagre é esse: a restauração da comunhão com Deus. Jesus começa pelo perdão e não pela cura física simplesmente. Quer ser definitivamente curado? Arrependa-se, confesse à Deus seus pecados e peça-lhe perdão.
Atualmente, muitas pessoas imaginam e enveredam pelo caminho inverso: ser curado e quem sabe, depois ter algum compromisso com Deus. É por isso que o milagre em si não produz salvação. A verdadeira cura é a libertação do pecado, produzida por Deus no coração do homem. É deixar de ser um leproso espiritual, um excluído da presença do Deus Santo.
O fato de o leproso ser samaritano torna este fato ainda mais dramático, pois não se esperaria que ele demonstrasse gratidão a um judeu que o curou, como os outros nove fizeram – v.17.
Por isso, “buscai primeiro o reino de Deus e as outras coisas vos serão acrescentadas”.
O verso 16 nos mostra que o perdão redunda em louvor e glória para Deus exclusivamente, não para o instrumento ou o local onde ocorreram os milagres.
É por isso que os legítimos protestantes não têm Meca, Juazeiro do Norte, Bom Jesus da Lapa ou Aparecida. Não temos rezas fortes, badulaques, amuletos nem fazemos orações para abençoar copos com água.
Oremos, meus irmãos, para que o Senhor produza em nós arrependimento e, assim, envergonhados diante das nossas transgressões, encontremos a paz da graça de Deus, através do seu perdão, oferecido por Jesus, penhor da nossa salvação – v-19.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Experimente você também esse AMOR!

De madrugada ele voltou ao pátio do Templo, e o povo se reuniu em volta dele. Jesus estava sentado, ensinando a todos. Aí alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos.

Eles disseram:

— Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério. De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso?

Eles fizeram essa pergunta para conseguir uma prova contra Jesus, pois queriam acusá-lo. Mas ele se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo. Como eles continuaram a fazer a mesma pergunta, Jesus endireitou o corpo e disse a eles:

— Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher!

Depois abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão.

Quando ouviram isso, todos foram embora, um por um, começando pelos mais velhos.

Ficaram só Jesus e a mulher, e ela continuou ali, de pé. Então Jesus endireitou o corpo e disse:

— Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você?

Ninguém, senhor! — respondeu ela.

Jesus disse:

— Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais!

João, capítulo 8, versos 1-11.

domingo, 6 de abril de 2008

Uma história de perdão

Todos conhecem bem a história. Jesus estava ensinando o povo, quando lhe trouxeram uma mulher acusada de adultério. Aqueles religiosos cruéis que a acusavam sabiam que Jesus andava com um papo muito esquisito de perdão. Era uma ótima oportunidade para apanhá-lo em contradição, pois, de acordo com a lei, aquela mulher deveria ser apedrejada. Além disso, só o próprio Deus poderia lhe perdoar os pecados.

Jesus pareceu fazer pouco caso da situação, mas, ao insistirem, o Mestre autorizou que aquele que não tivesse pecado atirasse a primeira pedra. Ele não disse que só os perfeitos poderiam apedrejá-la. Disse que o perfeito deveria ser o primeiro. Depois então que este atirasse a primeira pedra, qualquer um, santo ou não, poderia participar da execução.

Mas o Filho de Deus sabia que isso era pedir demais. Sabia que alguns dos que estavam ali querendo participar da execução sumária já haviam se deitado com aquela mulher. E os fariseus eram maus, mas não eram bobos. Todos sabiam que eram miseráveis pecadores. Apenas mantinham uma capa de santidade. Então todos, a começar pelos mais experientes, mais vividos, foram embora.

Aquela mulher poderia aproveitar a oportunidade e fugir. Mas ela sabia que Aquele que estava diante dela não tinha pecado. Ele poderia, portanto, apedrejá-la. Mas sabia também que poderia perdoá-la. Imagino que ela tenha ficado ali, parada diante do Mestre, esperando o que mais Ele poderia dizer. Mas a mulher recebeu o perdão: “Eu também não te condeno. Vai-te e não peques mais”.

Nessa história, todos, à exceção de Jesus, eram pecadores. Mas estavam de dois lados diferentes: de um lado, os acusadores, do outro, a acusada. Também hoje podemos escolher em qual time jogar, se daqueles que cobrem suas falhas e costumam acusar os outros, ou da confraria dos arrependidos, perdoados e agraciados.

terça-feira, 4 de março de 2008

Se confessarmos nossos pecados

“Uma velha história resume essa mensagem melhor que qualquer outra que conheço. Ela fala de um homem que se envolveu em um padrão de comportamento pecaminoso a ponto de não mais se importar com suas conseqüências. Quantas vezes ele confessou esse pecado desprezível a Deus, prometendo que nunca mais o repetiria? E agora, lá está ele novamente, confessando a mesma coisa:

- Senhor, estou morrendo de vergonha. Tenho feita essa mesma coisa vez após outra. Eu a confesso a ti e prometo que nunca mais farei isso de novo. Por favor, me perdoe.

Do céu chegam as seguintes palavras:

- Eu o perdôo. Tudo está esquecido. Você está purificado para começar de novo.

O homem sente-se maravilhosamente livre. Deus o perdoou. O que mais ele pode pedir? Durante toda a tarde ele celebra a crença de que nunca mais reincidirá nesse pecado. E então, naquela mesma noite, a tentação acontece e ele fracassa.

Bem, ele mal consegue orar. Não foi naquela manhã mesma que ele prometeu fervorosamente que não pecaria daquele modo outra vez? Ele quase decide não orar, por estar muito constrangido. Se ele ignorar o ocorrido, talvez Deus nem note. Mas sua consciência culpada o acusa, e ele finalmente começa a conversar com Deus.

- Deus, estou tão constrangido que mal posso falar contigo. Fiz aquilo de novo.

- Fez o quê?

- Aquele pecado. Conversamos sobre ele hoje de manhã.

- Engraçado. Não me lembro de pecado nenhum.”



Extraído de "Desventuras da Vida Cristã", de Philip Yancey e Tim Stafford

Anderson